sexta-feira, 29 de julho de 2011

Wall Street Institute Word of the Day


nominal adj.
describing a very small sum or quantity that makes no practical difference
The company was bankrupt, which is why we were able to acquire it at the nominal price of a dollar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vinhos do Loire: uma expressão poética, mais que uma designação de origem


Loire wines - Probably the most diversified wines in the world.

O Vale do Loire é uma das mais belas atrações turísticas da França, com seus mundialmente famosos castelos. Não há como estar na região e não visitar o castelo de Chambord e suas peculiares escadas projetadas por Leonardo da Vinci, bem como o de Cours-Cheverny, parte aberto à visitação, parte ainda habitado pela família proprietária. Em Amboise encontra-se o maravilhoso castelo de Chenonceaux, construído sobre um rio, cheio de salas secretas. O Vale do Loire abriga também um extenso plantio de videiras que tem como característica marcante a diversidade, de onde se originam vinhos brancos e secos, meio-secos, doces e licorosos até os tintos leves ou profundos e intensos, passando pelos roses secos ou doces e pelos Cremants. É o clima de cada região do Loire que determina as variedades de uvas principais. No Pays Nantais, em torno da cidade de Nantes, a vizinhança com o Atlântico o torna chuvoso, obrigando os produtores a colheitas mais precoces para evitar a podridão; neste caso as uvas ainda não estão plenamente maduras e são destinadas, majoritariamente, para a elaboração de vinhos brancos secos, principalmente a base de Muscadet. No Anjou, as encostas com boa exposição ao sol são favoráveis para o plantio de Chenin Blanc para os brancos e a Cabernet Franc e Gamay para tintos e roses. Na Touraine há duas influências climáticas distintas, uma é a oceânica e temperada e a outra, mais continental, é mais quente. Por isso há vinhos com características diferentes, na maioria tintos com C. Franc , C. Sauvignon e Gamay e brancos com Chenin Blanc e outras. No Berry e no Nivernais, com clima semicontinental e inverno com os frios ventos do norte, seus famosos vinhos brancos (como o Sancerre e o Pouilly Fumé) são elaborados com Sauvignon Blanc, conforme vimos no artigo de abril passado.

Dica do mês:
Muscadet Sevre et Maine Sur Lie Royal Oyster 2006
Produtor: Marc Bredif, Loire, França
R$ 79,84 – importadora Vinci
Vinificado em tanque de aço inox a baixa temperatura, permanecendo em contato com a borra no tanque até o engarrafamento para ganhar complexidade.

José Eduardo Vieira de Moraes

Wall Street Institute Word of the Day


plausible adj.
easy to believe, reasonable (but usually incorrect)
His explanation was very plausible, but it turned out in the end that he was lying as usual.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Processo de amadurecimento profissional congelado


When adults, some people feel they are fully dependant on their jobs due to their financial situation. Because of that they won’t even share their opinions inside the office as they might find themselves in conflicts.

Como tema para o artigo deste mês proponho uma reflexão sobre um sofrimento que tenho observado como muito comum entre profissionais das mais diversas áreas de atuação: testemunhar uma espécie de congelamento no seu próprio processo de amadurecimento profissional.

São profissionais que, no início da carreira crescem, porém até um determinado ponto, quando, então, param de crescer. Enquanto seus colegas de trabalho continuam crescendo e se desenvolvendo vertical ou horizontalmente, estes permanecem travados, independentemente do volume de esforço que realizam. Não me refiro aqui simplesmente à falta de oportunidades e de novos cargos vagos no contexto de trabalho, muito mais profundo do que isto: situações em que a pessoa não reconhece condições subjetivas suficientes para realizar quaisquer movimentos efetivos que possibilitem a retomada do seu amadurecimento profissional. Também situações em que a pessoa reconhece que, "em algum lugar do passado", teria tido condições subjetivas de voltar a se desenvolver, porém no presente, não consegue reunir energia suficiente para tal empreendimento.

Como psicanalista, não posso deixar de apontar que uma primeira hipótese básica para se pensar este fenômeno esteja relacionada ao tipo de investimento realizado para preparar o crescimento na carreira. Arrisco em afirmar que, entre os leitores deste artigo, o tempo médio investido na preparação intelectual formal para a carreira tenha sido de 15 a 18 anos (considerando ensino básico, médio, superior e algum curso de pós graduação, MBA ou mestrado). Mesmo sem contabilizar a participação em inúmeros congressos e cursos pontuais, são pelo menos 15 metódicos anos de compromisso diário na preparação intelectual para o amadurecimento da carreira. Repito: 15 anos de compromisso diário em preparação intelectual.

Em contrapartida, quantos anos foram investidos em uma preparação emocional formal?

No artigo de março, discutimos sobre como o estado emocional constantemente influencia a vida, tanto em âmbito pessoal quanto profissional, e sempre de forma indissociável uma vez que o ser humano é pulsional por natureza. Porém, apesar de experimentarmos diferentes afetos todos os dias, isto não implica automaticamente em amadurecimento emocional...

Para ilustrar, pense no seu contexto profissional dos últimos tempos e tente relembrar quantas vezes você se viu atuando em: atitudes impulsivas; reações infantilizadas; uso desproporcional de destrutividade e/ou de auto-boicote; elevado grau de dependência, e/ou de conformismo e/ou de apego a sua “zona de conforto profissional”; insegurança e/ou paralisia profissional; esperar indefinidamente pelo reconhecimento dos gestores; lento restabelecimento após sofrer perdas ou frustrações; etc, etc.

Não seriam justamente estes alguns indícios de uma falta de preparação emocional formal, associada a falhas na preparação emocional empírica?

Outra hipótese que lanço para pensarmos sobre este fenômeno está baseada nos conceitos envolvidos na teoria do amadurecimento proposta pelo psicanalista inglês Donald Winnicott. De forma extremamente resumida, ele afirma que o amadurecimento é um processo emocional contínuo, desde o nascer até o morrer, que percorre um caminho desde a total dependência até a autonomia.

Dentre os diversos aspectos envolvidos nesta teoria, chamo a atenção para um em especial: a importância do ambiente no desenvolvimento do indivíduo.

Segundo Winnicott, para começar a sair da total dependência, é necessário criar um espaço potencial, um espaço entre o próprio indivíduo e a pessoa da qual ele é totalmente dependente. Originalmente, a total dependência remete ao estado fusional “mãe+bebê”, mas com o crescimento cronológico do indivíduo, esta dependência pode ser transferencialmente repetida sempre que o indivíduo estiver em algum estado de total dependência de outra pessoa, mesmo que inconscientemente. (Exemplo: Na fase adulta, algumas pessoas sentem-se completamente dependente do emprego em função dos seus compromissos financeiros e, em função disto, não se arriscam nem mesmo a compartilhar suas opiniões de trabalho quando estas podem gerar conflitos com os seus superiores.)

Pois bem, este espaço potencial entre o indivíduo e a pessoa da qual ele é dependente é uma espécie de “área de manobras” onde experimentações de transição são realizadas, sempre em direção à autonomia. À medida que o indivíduo vai adquirindo confiança neste processo, vai amadurecendo. A autonomia nos mais diversos aspectos é conquistada desde que condições ambientais saudáveis sejam mantidas durante o tempo necessário para sustentar o próprio processo.

Porém, se ocorrerem falhas graves nas condições ambientais deste espaço, as potencialidades do indivíduo podem permanecer congeladas em diferentes estágios de dependência. Em outras palavras, as potencialidades do indivíduo são fixadas em um determinado grau de infantilização. (O próprio Winnicott coloca que: “Um dos problemas mais difíceis da nossa técnica psicanalítica consiste em saber qual é a idade emocional do paciente num dado momento da relação transferencial.”)

Estas falhas nas condições ambientais podem ocorrer tanto quando a angústia da mãe, ao perceber a separação do filho, o coíbe de novos experimentos rumo à autonomia; como também quando o chefe inseguro veta quaisquer iniciativas criativas dos seus colaboradores; ou quando a mãe supre absolutamente todas as necessidades do filho, antes mesmo deste ter sentido a frustração da falta; ou quando a própria empresa exerce um papel dominador mantendo seus colaboradores em uma posição excessivamente submissa; etc (apenas para citar alguns exemplos).

Retomando a proposta de reflexão inicial do artigo: sofrimento relacionado ao congelamento no processo de amadurecimento profissional.

Restabelecer o seu processo de amadurecimento profissional é possível, tanto quanto descongelar as potencialidades que estão fixadas em diferentes estágios de dependência. Também é possível proporcionar transformações nos espaços potenciais que mantém você em diferentes graus de infantilização.

A adoção de um compromisso pessoal de forma regular (seja diário ou semanal), para colocar tais questões em discussão e em perspectiva, através da análise e elaboração destes afetos, e através de novas experimentações transicionais, contribui para uma melhor preparação emocional para outras situações angustiantes vindouras; e principalmente, para retomar o processo de amadurecimento rumo à autonomia.

Você pode mergulhar neste projeto sozinho empiricamente; ou formalmente através do uso de algum espaço potencial estabelecido com um interlocutor de confiança.

Mas há alguns requisitos para que isto aconteça: mantenha em mente que este processo leva algum tempo: o seu próprio tempo subjetivo de maturação. E acima de tudo, esta tarefa vai exigir um sério compromisso emocional com você mesmo!

Cuide-se!

Débora Andrade

Wall Street Institute Word of the Day


immerse v.
to absorb, involve deeply
After breaking up with her boyfriend, Nancy immersed herself in her work so as to stop thinking about him.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O que você está fazendo neste momento?


Several researches show that the overuse of Internet or any other form of technology cause depression and anxiety. The question is: what should we do about it?

Toda a vez que meu computador ou celular apresenta algum problema, tenho a sensação de que estou perdendo um pedaço do mundo, informações vitais, acontecimentos importantes. Preciso achar um lugar para me conectar ou começo a ficar desesperada.

A vida moderna está totalmente baseada no avanço de novas tecnologias – celular, internet, SMS, redes sociais, qualquer coisa que nos mantenha conectadas com todo mundo a qualquer instante, mas – será que isto só acontece comigo – se por um minuto meu computador dá algum problema, instala-se uma ansiedade totalmente proporcional ao número de e-mails que eu tenho em minha caixa postal (enviados e recebidos).

Existem vários estudos mostrando que o uso excessivo da internet e de qualquer tecnologia de forma exagerada – e quem não usa assim? – causa depressão e ansiedade. A pergunta é: o que fazer?

Quem usa o LinkedIn, Facebook, MSN, Orkut, Twitter – sem falar dos emails corporativos sabe do que estou falando. Agora, temos que checar a cada minuto o que está acontecendo. E se você não “postar” nada novo em seu perfil, alguém postou e o mínimo que você vai fazer é clicar no “curtir”, porque afinal você precisa mostrar que está antenado – tudo é “curtir”, “comentar” e “compartilhar”.

Nada mais é pessoal, discreto, reservado, acabou a privacidade, viva o Big Brother, não este que passa na TV – cheio de personagens pra lá de polêmicos e desprovidos de uma certa bagagem intelectual, digo daquele onipresente Big Brother, de George Orwell – citado em sua obra “1984”. No livro o Big Brother é apontado como o “olho que tudo vê”. Agora, o olho que tudo vê é o nosso! Vemos tudo e sabemos de tudo. Quem foi ao restaurante X, Y ou Z, fez o “check-in” no local e sabe até quem está ali – e olhe, pode até virar o “prefeito” daquela área! Fantástico, um “prefeito” de um site! Bom, para quem possui fazendas cibernéticas, até que não é tão extraordinário assim.

Agora tudo é público, qualquer coisa vale a pena ser mostrada. Seu gato, seu cachorro, o prato que você pediu no restaurante, uma foto que você tirou, uma roupa ou sapato interessante, pequenos detalhes. Tudo deve ser compartilhado com sua rede.

Uma pesquisa feita numa universidade inglesa concluiu que aqueles com mais conexões – ou seja, com mais “amigos” em sua rede são os mais estressados. Na realidade, dos 200 entrevistados, a maioria informou que não desativa a conta para não se sentir por fora do assunto ou porque na verdade, o site é como uma rede de notícias centrada na pessoa – ou seja, é como se o mundo girasse ao nosso redor. Bom, se todos pensamos assim, que tipo de mundo egocêntrico é este? Olha quem fala, eu adoro a internet e todas as suas movimentações!

Pelo sim, pelo não, continuamos conectados, “curtindo a vida adoidado”, como naquele filme, com todo o estresse, ansiedade e outros sintomas produzidos pelo excesso de informação que somos obrigados a produzir e consumir. E não se preocupe se você entrar em parafuso quando seu computador quebrar, apenas lembre-se, tem tanta coisa acontecendo.

Você pode estar perdendo fotos incríveis de seus amigos olhando o por de sol, ou mostrando uma imagem que viu na rua, ou até mesmo pedindo para que você lute por uma causa que no fundo, no fundo, – não tem muito a ver com você, mas, não se esqueça, como bom internauta, você precisa consertar seu computador o mais rápido possível e depois, olhar tudo isto – e colocar um “curtir”, para que todo mundo fique feliz e continue postando suas atividades minuto a minuto. Se você fizer isto – ignorar estas pequenas manifestações cibernéticas de seus amigos, você será considerado um ET e nem você vai se “curtir” desta forma.

Antigamente diziam que só uma pessoa que fazia grandes coisas, grandes feitos, ficava famosa, virava uma celebridade e aparecia em todo o lugar. Agora, quem aparece em todo lugar, vira uma celebridade, fica famosa. Fazendo grandes coisas ou não. Dá o que pensar, não?

Gladis Costa

Wall Street Institute Word of the Day


nefarious adj.
wicked or evil in a non-obvious way
In the James Bond movies the hero is usually trying to stop the villain from carrying out some nefarious plan or other.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Agá dois Ó – Parte 1/2


“Teach children and do not need to punish men”
(Pitágoras)
“Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.” (Pitágoras)

O ano de 2003 é considerado o Ano Internacional da Água Potável. De lá para cá, o que temos feito em prol, visto que de todas as partes do planeta surgem alertas quanto à sua escassez?

Segundo o artigo do CAB sobre a falta d’água ao redor do globo, 2 bilhões de pessoas sofrem com a falta de água potável e 80% das enfermidades são contraídas devido à poluição das águas. Com conotação alarmista, o artigo adverte que se não tomarmos medidas para reverter tal situação, no prazo de uma geração (25 anos), 4 bilhões de pessoas serão afetadas. E os cientistas ainda preveem que o valor dela ultrapassará o do petróleo. Detalhe: Para os estudiosos da área, o sentido de “escassez” está relacionado à falta de água que possa ser consumida ou utilizada para outra aplicação.

Seguem alguns dados extraídos desse artigo:

1.No ano 100 A.C., o consumo de água de uma pessoa era um pouco acima de 10 litros por dia.
a. O homem moderno chega a consumir diariamente quase 1.000 litros.
2.Hoje, os 1.000 litros de água utilizados pelo ser humano resultam em 10.000 litros de água poluída.
3.Uma torneira gotejando chega a desperdiçar 1.380 litros por mês.
4.Um banho de ducha consome 135 litros de água em 15 minutos.
Vamos a alguns dados apontados na composição do CAB sobre a importância dela e os benefícios para o corpo humano:

1.A água é considerada o solvente universal.
2.A água transporta os nutrientes e o oxigênio a todas as células do corpo e ajuda a transformar o alimento em energia (reposição).
3.A água protege e amortece os órgãos vitais, regula a temperatura do corpo por meio da hidratação e lubrificação e umedece o oxigênio para a respiração.
Complementando os dados acima, os especialistas recomendam que a ingestão diária de água deva ser de 1,5 a 2 litros por pessoa e tais valores também foram relatados por Ícaro Alves Alcântara (2003): “o ideal é ingerir um copo de 200 ml de água por hora em que se estiver acordado.” Ele ainda faz uma ressalva, a de que não adianta deixar para tomar os 2 ou 3 litros necessários por dia de uma só vez.

Obs.: Uma pessoa consegue viver até 40 dias sem alimento, mas sem beber água morre em 3 dias.

O estudo do CAB divulgou que, do total de água na Terra, 97% são salgadas e 3% são doces, sendo que 2% estão nas geleiras, as quais estão subdivididas em: 0,99% em lençóis subterrâneos e apenas 0,01% estão disponíveis (boa parte poluída). O Brasil tem o privilégio de ter aproximadamente 12% da reserva total de água doce do mundo, porém o ser humano esquece que a água existente hoje é a mesma da época dos homens das cavernas.

E para finalizar, coincidentemente ou não, a proporção de água no Corpo Humano e no Planeta Terra é semelhante: 71%. Infelizmente, se não aprendermos a preservá-la, desapareceremos juntos.

A Saber: A segunda parte deste artigo será publicada na primeira semana de Julho no site da Arima Associados.

BIBLIOGRAFIA

•ALCÂNTARA, Ícaro Alves. Água: Uma Fonte de Saúde. Revista UNICEUB, [S.I.], ano IV, abr. 2003. Disponível em < http://www.sebhe.com.br/HE/bibilioteca/revistas-1/revista-nb0.-12#-gua-uma-fonte >. Acesso em: 23 mai. 2011.
•CAB Sistema Produtor Alto Tietê. Saneamento – Dados. PASSWORD Comunicação (Org.). [s.n], Suzano, 24-08-2009. Disponível em < http://www.cabspat.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=81 >. Acesso em: 23 mai. 2011.
Roberto H. Tanaka

Wall Street Institute Word of the Day


prowess n.
progress in learning to do something or acquiring a skill
Your son’s prowess in French is remarkable, considering that he only started studying it six months ago.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

7 coisas que os funcionários estão pensando e sobre as quais não vão falar


Show me an employee who tells the boss everything in mind and I’ll show you an employee that soon will be fired.


Todos nós utilizamos “filtros”, especialmente quando nos comunicamos com aqueles que estão acima de nós na selva hierárquica corporativa (À propósito, me mostre um funcionário que diz ao seu chefe tudo o que pensa e te mostro um funcionário que em breve será despedido).

Tem vezes que uma certa restrição verbal é uma coisa positiva, por outro lado ela acaba impedindo uma compreensão mais ampla do que o funcionário realmente pensa e, mais importante ainda, do que ele precisa.

Aqui seguem 7 coisas que com certeza os funcionários estão pensando, mas sobre as quais quais nunca dirão nada:

1.“Me dê uma tarefa importante e eu vou saber que você me respeita…”
Designando uma tarefa chave a um funcionário é um claro sinal de respeito. Quanto mais importante for o projeto e quanto maior o seu impacto, seja o projeto um êxito ou um fracasso, maior o respeito implícito. Mas por que parar por aí?

2.“… mas me dê uma tarefa importante na qual eu tenha que me virar para encontrar a solução e aí sim saberei que você confia em mim.”
Como um líder, é natural que diga aos funcionários como executar uma determinada tarefa. Afinal de contas, você sabe o que é necessário alcançar e tem claras ideias em relação a como proceder. Designe um projeto sem essa orientação extensiva, ou mesmo uma descrição do passo a passo, e instantaneamente o funcionário sabe que você não apenas respeita as habilidades dele mas também confia na sua criatividade e julgamento. Sentir-se respeitado é ótimo, agora, sentir-se respeitado e saber que confiam na gente não tem preço.

3.“Na verdade, iria gostar de ficar aqui o resto de minha carreira.”
Estatísticas sobre a troca frequente de emprego geralmente recebem um bocado de atenção. Por exemplo, o profissional oriundo da geração baby-boomer tem em média 11 empregos entre 18 e 44 anos. Perdido no meio das estatísiticas está o fato de que a maioria das pessoas não sai por causa da grana e sim por causa da má relação com o chefe. Não assuma que um alto turnover de funcionários é uma realidade no ciclo empregatício. Descubra porque os funcionários querem sair e se aprofunde em tais razões. Funcionários não costumam se interessar em anúncios de emprego a menos que você lhes dê motivos. Poucas pessoas querem a turbulência e o stress referente ao inicio num novo emprego, a não ser que o emprego anterior (e seu chefe) sejam realmente terríveis.

4.“Aprecio que tenha dado uma paradinha para um bate-papo… mas não vê que isto me deixa atrasado?”
Especialmente verdadeiro nos ambientes fabris, isto se aplica em todos os lugares: o chefe dá uma paradinha para bater papo, monopoliza o tempo do funcionário e quando vai embora o funcionário tem que correr atrás do prejuízo no cronograma. Sem dúvida, os funcionários querem que você converse, mas eles também tem tarefas a cumprir. Em alguns ambientes, é fácil reparar tal situação, especialmente se o trabalho envolve tarefas manuais: é só ajudar enquanto você fala. Não somente o funcionário apreciará o mini-intervalo, mas também o bate-papo vai ser bem menos forçado. Caso contrário, escolha outro momento. No mínimo, nunca interrompa um funcionário ocupado só porque sua agenda diz que é hora de dar o ar de sua graça dando uma volta no ”chão da fábrica”.

5.“Não ligo para sua vida particular…”
Falar sobre assuntos que não de trabalho é uma boa forma de estabelecer vínculo, além de ser base para um relacionamento pessoal, mas sobre o que conversar com alguém que você não conhece bem? Muitos chefes acabam naturalmente falando de si mesmos. Péssima escolha. Os funcionários – especialmente os novos – não tem especial interesse nos seus filhos, seus hobbies ou mesmo nos seus planos para as férias. Não se iluda: eles prefeririam muito mais ouvir sobre como estão desempenhando suas funções.

6.“…e posso ver que não se preocupa com a minha vida particular.”
Perguntas do tipo “Como está a familia?” ou “Algum plano no final de semana?” ou ainda “E o Corinthians, hein?” são claramente forçadas, ao menos para o funcionário. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata dos funcionários mais antigos. Se ao longo do tempo você não conseguiu conhecer um funcionário bem o suficiente para ter conversas minimamente significativas, não tente agora. Atenha-se à temas relacionados ao trabalho. Pense da seguinte forma: coloque o mesmo esforço em conhecer seus funcionários que você colocaria para conhecer um cliente chave e pode ter certeza que estará bem na fita.

7.“Se importaria de dizer ‘Obrigado’ de vez em quando?”
É, eu sei. Funcionários são pagos para realizar um trabalho. O ’obrigado’ vem na forma dos holerites que eles recebem. Pois fique sabendo que esta é uma meia verdade. Encontre razões específicas para agradecer os funcionários por aquilo que fazem. Procure por realizações, não importa o quão pequenas sejam, e expresse sua gratidão. ”Obrigado por ficar um tempinho além do horário ontem”, “Obrigado por descobrir como entregar o pedido à tempo”, “Obrigado por me deixar a par do problema no banco de dados. Se não tivesse me avisado, quem sabe por quanto tempo teríamos convivido com esse erro”. Dizer obrigado é fácil – e é um excelente motivo para iniciar uma conversa.

Em suma:

Sempre e quando estiver envolvido em conversas com funcionários, aplique a regra do 4 por 1, ou seja, se assegure que o funcionário fale quatro vezes mais do que você.

Quando fizer isso, ficará surpreso com o que passará a ouvir – e com os relacionamentos que passará a construir.

Com relação a estas e outras habilidades, conte comigo.

Pablo Aversa