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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vinhos do Loire: uma expressão poética, mais que uma designação de origem


Loire wines - Probably the most diversified wines in the world.

O Vale do Loire é uma das mais belas atrações turísticas da França, com seus mundialmente famosos castelos. Não há como estar na região e não visitar o castelo de Chambord e suas peculiares escadas projetadas por Leonardo da Vinci, bem como o de Cours-Cheverny, parte aberto à visitação, parte ainda habitado pela família proprietária. Em Amboise encontra-se o maravilhoso castelo de Chenonceaux, construído sobre um rio, cheio de salas secretas. O Vale do Loire abriga também um extenso plantio de videiras que tem como característica marcante a diversidade, de onde se originam vinhos brancos e secos, meio-secos, doces e licorosos até os tintos leves ou profundos e intensos, passando pelos roses secos ou doces e pelos Cremants. É o clima de cada região do Loire que determina as variedades de uvas principais. No Pays Nantais, em torno da cidade de Nantes, a vizinhança com o Atlântico o torna chuvoso, obrigando os produtores a colheitas mais precoces para evitar a podridão; neste caso as uvas ainda não estão plenamente maduras e são destinadas, majoritariamente, para a elaboração de vinhos brancos secos, principalmente a base de Muscadet. No Anjou, as encostas com boa exposição ao sol são favoráveis para o plantio de Chenin Blanc para os brancos e a Cabernet Franc e Gamay para tintos e roses. Na Touraine há duas influências climáticas distintas, uma é a oceânica e temperada e a outra, mais continental, é mais quente. Por isso há vinhos com características diferentes, na maioria tintos com C. Franc , C. Sauvignon e Gamay e brancos com Chenin Blanc e outras. No Berry e no Nivernais, com clima semicontinental e inverno com os frios ventos do norte, seus famosos vinhos brancos (como o Sancerre e o Pouilly Fumé) são elaborados com Sauvignon Blanc, conforme vimos no artigo de abril passado.

Dica do mês:
Muscadet Sevre et Maine Sur Lie Royal Oyster 2006
Produtor: Marc Bredif, Loire, França
R$ 79,84 – importadora Vinci
Vinificado em tanque de aço inox a baixa temperatura, permanecendo em contato com a borra no tanque até o engarrafamento para ganhar complexidade.

José Eduardo Vieira de Moraes

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CHIANTI WINE

Ah, Chianti. In the "old days", Chianti was the basket-bottle wine, served on a red checked tablecloth, holding a romantic candle.

Nos moldes modernos, o Chianti é vendido em garrafas normais, visando uma imagem mais elegante. O Chianti é um vinho tinto produzido na Toscana.

A Toscana é célebre em todo o mundo pelos vinhos tintos de Chianti, que na década de 60 eram conhecidos por sua magreza e insignificância. Nos anos 80, a região tornou-se a ponta-de-lança da inovação vinícola na Itália. O impulso foi dado pela principal zona de denominação de Chianti, a do Chianti Clássico, e pela pequena denominação de Chianti Rufina. A uva majoritária do vinho de Chianti é a sangiovese. Muitos Chianti se destinam ainda a um consumo mais rápido, mas não o Chianti Clássico: com suas notas de framboesa e de cereja negra, seu caráter muito seco e sua forte acidez, é difícil bebê-lo jovem ou fora das refeições. Quanto ao Chianti Rufina, sua acidez é ainda mais acentuada, mas ele tem, certamente, muito mais fruta e longevidade. Uma das combinações enogastronômicas clássicas do Chianti é massa com molho ao sugo.

Há uma lenda interessante envolvendo os vinhos Chianti: Em meados do século XVII, as disputas políticas envolvendo as cidades de Siena e Firenze (Florença) quanto à extensão territorial de cada uma alcançaram também a denominação dos vinhos Chianti. A fim de resolver essa questão, foi proposta a realização de uma prova para a delimitação das fronteiras.

A prova, uma corrida, envolveria um cavaleiro de cada cidade que deveria sair em direção à outra assim que o galo cantasse na alvorada. A fronteira seria o ponto onde
eles se encontrassem. Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequência, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

Dica do mês
Chianti Tosca Colli Senesi Ten. Valdipiatta 2004
Produtor: Tenuta Valdipiatta
Importadora Zahil
Preço: R$ 59,00

Um Chianti com excelente custo-benefício. Um típico Chianti, com a expressão perfeita da sangiovese, corpo médio e pronto para ser tomado, pois não é um vinho de muita guarda (Já está com 6 anos). Uma excelente pedida para o dia-a-dia e vai bem com almôndegas ao molho de tomate, porém sem carregar muito no tempero.

José Eduardo Vieira de Moraes