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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Valores e sustentabilidade:o que nos norteia na hora de consumir?


There is much talk of sustainability, but what is actually being incorporated into the behavior of individuals and organizations?

Palavra da moda, a Sustentabilidade geralmente começa nas pequenas ações de economia dentro de casa e nas empresas. Trocar as lâmpadas, comprar eletrodomésticos mais econômicos, iniciar a coleta seletiva, economizar água, economizar papel. Já nesta fase na qual intentamos assumir novas posturas, nos deparamos com a dificuldade de mudar hábitos que estão arraigados na nossa cultura e na nossa forma de agir cotidiana.
Nas complexas cidades urbanas, além do custo de se tomar um banho demorado (que é extremamente prazeroso), nos deparamos com o tempo que não dispomos quando moramos um pouco mais distante do trabalho (sem falar dos problemas da reutilização e tratamento da água, áreas de recarga e mudanças climáticas). A mobilidade acaba sendo uma força coerciva motivadora da economia doméstica. Na experiência brasileira, a educação ainda carece de muita mobilização de todos os setores da sociedade para alcançar níveis satisfatórios. As medidas que impactam “no bolso” costumam ser mais eficazes do que o apelo para a corresponsabilidade. Lembremos dos cintos de segurança. Antes, um terror, coisa chata e desnecessária (segundo críamos). Hoje, o hábito inserido forçosamente pela Lei nos faz sentir desprotegidos e com aquela sensação de que falta algo quando não cruzamos o cinto e escutamos o “click” do encaixe.

Mudar hábitos passa, necessariamente, por uma mudança de valores morais, ligados ao comportamento das pessoas, tais como solidariedade, respeito, responsabilidade, cordialidade, afabilidade, paciência e resignação, para citar alguns. E os valores são ressignificados de tempos em tempos. Em determinada época, respeito aos colaboradores significava pagamento em dia eboas condições de trabalho. Hoje, pode significar,
além disso, cuidado com a família, benefícios sociais tais como previdência e saúde privadas, acesso a exercícios posturais e educação continuada.

A Sustentabilidade então, passa pela ressignificação dos valores dos cidadãos e das organizações, já que é um conceito de caráter sistêmico, relacionado com as soluções de continuidade da sociedade humana, em nível econômico, ambiental, cultural e social. Então, podemos estabelecer que temos dupla responsabilidade na tentativa de equilibrar atividades humanas e manutenção da biodiversidade, de forma que continuemos a nos desenvolver espiritual, intelectual e materialmente. A primeira responsabilidade, como integrantes das organizações, sejam elas empresariais e/ou sociais e, a outra, enquanto consumidores. Em ambos os casos, a postura individual pode colaborar para a aceleração das mudanças comportamentais necessárias à evolução, a partir do exemplo. Teoria só vira prática quando transforma-se em atitude. E o exemplo contamina, inspira, mobiliza e convoca pelas possibilidades que oferece. Sob outro olhar, escolher o que consumir e de quem consumir é um recado poderoso de cidadania ativa, momento no qual podemos exercer pressão para a incorporação de processos sustentáveis pelas empresas e prestigiar aquelas que vêm investindo para tornar seus produtos, serviços e processos mais “verdes”.

Mas, será que na hora de consumir, já adotamos padrões de comportamento e nos pautamos por valores que privilegiam a sustentabilidade e a responsabilidade social das organizações? Para efeito de experimentação, vamos observar nossos comportamentos de consumos até a próxima edição.


Leonardo Coelho

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Inovação e sustentabilidade


Na atualidade, pensar em inovação significa repensar as organizações sob a ótica da sustentabilidade.

Inovação é um mantra para muitas empresas e profissionais. E pensar inovação significa, dentre outras coisas, levar ao máximo a criatividade para identificar formas mais eficientes e eficazes de produção, onde os conceitos de responsabilidade social e ambiental estejam no cerne do negócio. Além de conceito, é uma atitude. Vai desde a opção por consumir produtos e se relacionar com empresas que tenham um comprometimento profundo com a busca pela reutilização de recursos não renováveis, diminuição da emissão de gases de efeito estufa, eficiência energética, redução do consumo de água e também respeito aos direitos humanos e a diversidade.



Inovar resulta em mudança na cultura das organizações, mudança de modelo mental de líderes e colaboradores e traz uma desafio próprio da contemporaneidade: equilibrar o social, o ambiental e o econômico para garantir a sobrevivência das futuras gerações.


Leonardo Coelho

terça-feira, 15 de março de 2011

O problema do Ser e a Sustentabilidade


The sustainability proposal invites us to rethink about our vision of the world.

O debate contemporâneo sobre a sustentabilidade traz uma reflexão fundamental aos comportamentos individuais e das coletividades. Sachs (1993), para operacionalizar o conceito, propõe que a sustentabilidade se dá em cinco níveis: (a) social, que se refere à equidade social, ao acordo entre as atuais gerações; (b) a econômica, que diz respeito aos fluxos regulares de investimento, eficiência na gestão de recursos produtivos e ao desenvolvimento de fontes endógenas de poupança e investimento; (c) ecológica, que trata do cuidado com o meio ambiente, substituindo combustíveis fósseis pelos renováveis; (d) o espacial, que procura o uma configuração rural urbana equilibrada e a melhor solução para assentamentos urbanos e a (e) sustentabilidade cultural, que se refere ao respeito à diversidade cultural e às contribuições das diferentes culturas a cada local. Por esta proposta, podemos perceber uma base conceitual que está calcada em princípios e valores que propõem um modelo mental distinto dos padrões tradicionais de desenvolvimento individualista.
O comportamento ególatra, que redunda em ilhas de desenvolvimento material exclusivista, é forçado pelo momento histórico planetário a ir de encontro com uma realidade superior, pois a noção de felicidade evolui do que se detém, de carácter fugaz e transitório, para o que se tem, ou seja, as conquistas de valores morais. E esses valores vão orientar a relação do homem com outro, com o meio ambiente, consigo mesmo e com a realidade transcendente da vida, como estabelece o prof. António Carlos Gomes da Costa. A proposta da sustentabilidade vem nos convidar a repensar nossa forma de olhar o mundo e de construir uma sociedade mais justa e fraterna a partir da transformação pessoal e particular a cada ser, que irá determinar a sua trajetória e probabilidades de participação nesse ínterim. Isso significa protagonizar uma atitude de cuidado e responsabilidade em relação às cinco dimensões anteriormente descritas. É um desafio inexorável, que diz a todos nós e à possibilidade de existência das gerações futuras.

Leonardo Coelho

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Consumo, consciência e sustentabilidade


The question the consumer does is the same as that of the entrepreneur: how much is it worth paying more (yet) to ensure sustainability?

Quando conversamos com colegas da área de comunicação e marketing e também com executivos, sempre aparece o questionamento sobre o valor que as práticas responsáveis e sustentáveis agregam ao negócio. Tanto em termos de imagem e reputação quanto em termos de custo/benefício. Em termos de imagem e reputação, a resposta parece mais óbvia, mas em termos de custo benefício ainda persistem várias dúvidas.

Se pensamos na reputação, fica mais fácil crer que consumidores, ao perceberem uma empresa como ética, responsável e sustentável, tendem a distinguí-la dentre os concorrentes. Se isso é verdade, aparece uma pergunta subjacente: o quanto perceber a empresa desta forma a privilegia no ato de consumo? Na pesquisa sobre a percepção do consumidor brasileiro sobre a responsabilidade social das empresas (RSE) de 2007, as análises indicam que o consumidor brasileiro continua entusiasmado com a RSE, porém menos engajado em ações do que há alguns anos. Isso significa atuando e discutindo menos no momento de seus atos de compra. Meu feeling, no entanto, é que podemos nos surpreender se a pesquisa for reeditada em 2010. Toda a preocupação mundial com o aquecimento global, as mudanças climáticas etc parecem ter criado um fator convocante que motiva o protagonismo dos cidadãos e empresas na busca por processos mais responsáveis e sustentáveis que, claramente, refletem no ato de consumo.

Sob a perspectiva do custo / benefício, pensar em sustentabilidade significa estimular o intra-empreendedorismo e a inovação. Por vezes, o aporte de recursos para tornar os processos sustentáveis pode ser maior, mas o que se tem percebido é que o valor se dilui no tempo, torna-se viável e de custo inferior. Observe, por exemplo, a onda de produtos ecológicos que invade a construção civil. Além disso, outras inovações vão se agregando aos processos, gerando um "continuum" que resulta em benefícios sociais, econômicos e ambientais. Do ponto de vista social, é um estímulo gratificante para o colaborador trabalhar em uma empresa admirada pelo seu engajamento e responsabilidade, tornando-se fator de orgulho e também de identificação dos valores pessoais, o que tende a refletir na produtividade e eficiência.

Ainda refletindo sobre o custo / benefício, a pergunta que o consumidor se faz é a mesma que a do empresário: o quanto vale pagar a mais (ainda) para garantir a sustentabilidade? A resposta é de cunho íntimo e pessoal, porém o impacto é de cunho coletivo. O sacrifício, em primeiro momento, deve ser de todos. Mas quem sair na frente, sai ganhando. Como diz um ditado popular: quem chega primeiro bebe água limpa, ou seja, transforma o investimento e sacrifício em vantagem competitiva e benefícios para a empresa.

Leonardo Coelho
B.I. Intenational

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Valores e sustentabilidade (II): a hora da verdade

Some entrepreneurial initiatives have shown that a level of consciousness more aligned with the contemporary has been increasing in leadership positions.

Passado um mês, como estamos no que diz respeito a sermos sustentáveis e termos padrões de decisão voltados para a sustentabilidade? O que nos motiva na hora da compra?

Preço ou qualidade? Ambos plus responsabilidade social e sustentabilidade. Em que nível estamos? Pois bem, antes de tentar responder, vamos medir a Pegada Ecológica primeiro. Com a experiência de um mês de observação, poderemos ter uma boa noção de nossas práticas. A Pegada Ecológica corresponde “ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade utiliza, em média, para se sustentar.” (fonte: WWF) Para medir a sua pegada, acesse o site http://www.pegadaecologica.org.br ou http://www.myfootprint.org e faça o teste. O último site é mais completo, mas você não encontrará uma versão em português.

Meu primeiro teste revelou que o estilo de vida e hábitos adotados por mim necessitam, para sua manutenção, um pouco mais que 1 planeta Terra. Mais que insustentável. Se por um lado a escolha dos produtos e empresas já está mais coerente com o que acredito, falta ainda aprimorar a questão do transporte e tipo de alimentação, dentre outras coisas. Mudar os hábitos alimentares é extremamente difícil, pelo menos para mim. Amigos ficaram surpresos ao perceberem que a adoção de algumas práticas pouco influencia em uma mudança efetiva. A média entre nós foi de 3 planetas, para surpresa e espanto da turma...
Mudar os valores e aplicá-los de forma abrangente é um desafio que a sobrevivência nos impõe. Se mesmo com a enorme desigualdade social o ritmo de consumo planetário é insustentável, nos é imposta uma reflexão abrangente sobre valores e comportamentos. Algumas iniciativas empresariais tem mostrado que um nível de consciência mais alinhado com a contemporaneidade vem se ampliando nas lideranças. O Grupo Carrefour, por exemplo, anunciou recentemente a eliminação do uso de sacolas plásticas em toda a sua rede de lojas no Brasil, no decorrer dos próximos 4 anos. Pressionadas por uma parcela mais consciente de executivos, consumidores e investidores, muitas empresas também investem em conhecer e reduzir sua “pegada de carbono” que é parte da Pegada Ecológica. 534 dos maiores compradores mundiais de ações (bancos, seguradoras e fundos de investimentos) são signatários do Carbon Disclosure Project (CDP). O projeto atua para registrar e divulgar publicamente as emissões de cada setor e de cada organização. Felizmente, as empresas tupiniquins vem aderindo significativamente ao projeto. Segundo país em número de participantes, o Brasil só é superado pelo Reino Unido, onde a iniciativa começou. 77,5% das empresas brasileiras que foram convidadas pelo CDP em 2009 aderiram ao projeto. É uma mudança nos valores, tanto de quem investe quanto de quem produz e consome. Significa uma aposta em princípios dignos de servirem de orientação para as decisões e comportamentos das pessoas que buscam uma vida digna, respeitosa e solidária numa sociedade justa, democrática e pacífica. Temos muito o que fazer. Comecemos por nós.

Leonardo Coelho
B. I. Internacional

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Valores e sustentabilidade: o que nos norteia na hora de consumir?

There is much talk of sustainability, but what is actually being incorporated into the behavior of individuals and organizations?

Palavra da moda, a Sustentabilidade geralmente começa nas pequenas ações de economia dentro de casa e nas empresas. Trocar as lâmpadas, comprar eletrodomésticos mais econômicos, iniciar a coleta seletiva, economizar água, economizar papel. Já nesta fase na qual intentamos assumir novas posturas, nos deparamos com a dificuldade de mudar hábitos que estão arraigados na nossa cultura e na nossa forma de agir cotidiana.

Nas complexas cidades urbanas, além do custo de se tomar um banho demorado (que é extremamente prazeroso), nos deparamos com o tempo que não dispomos quando moramos um pouco mais distante do trabalho (sem falar dos problemas da reutilização e tratamento da água, áreas de recarga e mudanças climáticas). A mobilidade acaba sendo uma força coerciva motivadora da economia doméstica. Na experiência brasileira, a educação ainda carece de muita mobilização de todos os setores da sociedade para alcançar níveis satisfatórios. As medidas que impactam “no bolso” costumam ser mais eficazes do que o apelo para a corresponsabilidade. Lembremos dos cintos de segurança. Antes, um terror, coisa chata e desnecessária (segundo críamos). Hoje, o hábito inserido forçosamente pela Lei nos faz sentir desprotegidos e com aquela sensação de que falta algo quando não cruzamos o cinto e escutamos o “click” do encaixe.

Mudar hábitos passa, necessariamente, por uma mudança de valores morais, ligados ao comportamento das pessoas, tais como solidariedade, respeito, responsabilidade, cordialidade, afabilidade, paciência e resignação, para citar alguns. E os valores são ressignificados de tempos em tempos. Em determinada época, respeito aos colaboradores significava pagamento em dia eboas condições de trabalho. Hoje, pode significar, além disso, cuidado com a família, benefícios sociais tais como previdência e saúde privadas, acesso a exercícios posturais e educação continuada.

A Sustentabilidade então, passa pela ressignificação dos valores dos cidadãos e das organizações, já que é um conceito de caráter sistêmico, relacionado com as soluções de continuidade da sociedade humana, em nível econômico, ambiental, cultural e social. Então, podemos estabelecer que temos dupla responsabilidade na tentativa de equilibrar atividades humanas e manutenção da biodiversidade, de forma que continuemos a nos desenvolver espiritual, intelectual e materialmente. A primeira responsabilidade, como integrantes das organizações, sejam elas empresariais e/ou sociais e, a outra, enquanto consumidores. Em ambos os casos, a postura individual pode colaborar para a aceleração das mudanças comportamentais necessárias à evolução, a partir do exemplo. Teoria só vira prática quando transforma-se em atitude. E o exemplo contamina, inspira, mobiliza e convoca pelas possibilidades que oferece. Sob outro olhar, escolher o que consumir e de quem consumir é um recado poderoso de cidadania ativa, momento no qual podemos exercer pressão para a incorporação de processos sustentáveis pelas empresas e prestigiar aquelas que vêm investindo para tornar seus produtos, serviços e processos mais “verdes”.

Mas, será que na hora de consumir, já adotamos padrões de comportamento e nos pautamos por valores que privilegiam a sustentabilidade e a responsabilidade social das organizações? Para efeito de experimentação, vamos observar nossos comportamentos de consumos até a próxima edição.

Leonardo Coelho
B.I. International

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inovação e sustentabilidade

Much has been said about innovation as a trigger to business longevity.

Na atualidade, pensar inovação significa repensar as organizações sob a ótica da sustentabilidade.

Inovação é um mantra para muitas empresas e profissionais. E pensar inovação significa, dentre outras coisas, levar ao máximo a criatividade para identificar formas mais eficientes e eficazes de produção, onde os conceitos de responsabilidade social e ambiental estejam no cerne do negócio. Além de conceito, é uma atitude. Vai desde a opção por consumir produtos e se relacionar com empresas que tenham um comprometimento profundo com a busca pela reutilização de recursos não renováveis, diminuição da emissão de gases de efeito estufa, eficiência energética, redução do consumo de água e também respeito aos direitos humanos e a diversidade.

Inovar resulta em mudança na cultura das organizações, mudança de modelo mental de líderes e colaboradores e traz uma desafio próprio da contemporaneidade: equilibrar o social, o ambiental e o econômico para garantir a sobrevivência das futuras gerações.

Leonardo Coelho
B.I. International