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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Inovação e sustentabilidade


Na atualidade, pensar em inovação significa repensar as organizações sob a ótica da sustentabilidade.

Inovação é um mantra para muitas empresas e profissionais. E pensar inovação significa, dentre outras coisas, levar ao máximo a criatividade para identificar formas mais eficientes e eficazes de produção, onde os conceitos de responsabilidade social e ambiental estejam no cerne do negócio. Além de conceito, é uma atitude. Vai desde a opção por consumir produtos e se relacionar com empresas que tenham um comprometimento profundo com a busca pela reutilização de recursos não renováveis, diminuição da emissão de gases de efeito estufa, eficiência energética, redução do consumo de água e também respeito aos direitos humanos e a diversidade.



Inovar resulta em mudança na cultura das organizações, mudança de modelo mental de líderes e colaboradores e traz uma desafio próprio da contemporaneidade: equilibrar o social, o ambiental e o econômico para garantir a sobrevivência das futuras gerações.


Leonardo Coelho

terça-feira, 15 de março de 2011

O problema do Ser e a Sustentabilidade


The sustainability proposal invites us to rethink about our vision of the world.

O debate contemporâneo sobre a sustentabilidade traz uma reflexão fundamental aos comportamentos individuais e das coletividades. Sachs (1993), para operacionalizar o conceito, propõe que a sustentabilidade se dá em cinco níveis: (a) social, que se refere à equidade social, ao acordo entre as atuais gerações; (b) a econômica, que diz respeito aos fluxos regulares de investimento, eficiência na gestão de recursos produtivos e ao desenvolvimento de fontes endógenas de poupança e investimento; (c) ecológica, que trata do cuidado com o meio ambiente, substituindo combustíveis fósseis pelos renováveis; (d) o espacial, que procura o uma configuração rural urbana equilibrada e a melhor solução para assentamentos urbanos e a (e) sustentabilidade cultural, que se refere ao respeito à diversidade cultural e às contribuições das diferentes culturas a cada local. Por esta proposta, podemos perceber uma base conceitual que está calcada em princípios e valores que propõem um modelo mental distinto dos padrões tradicionais de desenvolvimento individualista.
O comportamento ególatra, que redunda em ilhas de desenvolvimento material exclusivista, é forçado pelo momento histórico planetário a ir de encontro com uma realidade superior, pois a noção de felicidade evolui do que se detém, de carácter fugaz e transitório, para o que se tem, ou seja, as conquistas de valores morais. E esses valores vão orientar a relação do homem com outro, com o meio ambiente, consigo mesmo e com a realidade transcendente da vida, como estabelece o prof. António Carlos Gomes da Costa. A proposta da sustentabilidade vem nos convidar a repensar nossa forma de olhar o mundo e de construir uma sociedade mais justa e fraterna a partir da transformação pessoal e particular a cada ser, que irá determinar a sua trajetória e probabilidades de participação nesse ínterim. Isso significa protagonizar uma atitude de cuidado e responsabilidade em relação às cinco dimensões anteriormente descritas. É um desafio inexorável, que diz a todos nós e à possibilidade de existência das gerações futuras.

Leonardo Coelho

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Valores e sustentabilidade: o que nos norteia na hora de consumir?

There is much talk of sustainability, but what is actually being incorporated into the behavior of individuals and organizations?

Palavra da moda, a Sustentabilidade geralmente começa nas pequenas ações de economia dentro de casa e nas empresas. Trocar as lâmpadas, comprar eletrodomésticos mais econômicos, iniciar a coleta seletiva, economizar água, economizar papel. Já nesta fase na qual intentamos assumir novas posturas, nos deparamos com a dificuldade de mudar hábitos que estão arraigados na nossa cultura e na nossa forma de agir cotidiana.

Nas complexas cidades urbanas, além do custo de se tomar um banho demorado (que é extremamente prazeroso), nos deparamos com o tempo que não dispomos quando moramos um pouco mais distante do trabalho (sem falar dos problemas da reutilização e tratamento da água, áreas de recarga e mudanças climáticas). A mobilidade acaba sendo uma força coerciva motivadora da economia doméstica. Na experiência brasileira, a educação ainda carece de muita mobilização de todos os setores da sociedade para alcançar níveis satisfatórios. As medidas que impactam “no bolso” costumam ser mais eficazes do que o apelo para a corresponsabilidade. Lembremos dos cintos de segurança. Antes, um terror, coisa chata e desnecessária (segundo críamos). Hoje, o hábito inserido forçosamente pela Lei nos faz sentir desprotegidos e com aquela sensação de que falta algo quando não cruzamos o cinto e escutamos o “click” do encaixe.

Mudar hábitos passa, necessariamente, por uma mudança de valores morais, ligados ao comportamento das pessoas, tais como solidariedade, respeito, responsabilidade, cordialidade, afabilidade, paciência e resignação, para citar alguns. E os valores são ressignificados de tempos em tempos. Em determinada época, respeito aos colaboradores significava pagamento em dia eboas condições de trabalho. Hoje, pode significar, além disso, cuidado com a família, benefícios sociais tais como previdência e saúde privadas, acesso a exercícios posturais e educação continuada.

A Sustentabilidade então, passa pela ressignificação dos valores dos cidadãos e das organizações, já que é um conceito de caráter sistêmico, relacionado com as soluções de continuidade da sociedade humana, em nível econômico, ambiental, cultural e social. Então, podemos estabelecer que temos dupla responsabilidade na tentativa de equilibrar atividades humanas e manutenção da biodiversidade, de forma que continuemos a nos desenvolver espiritual, intelectual e materialmente. A primeira responsabilidade, como integrantes das organizações, sejam elas empresariais e/ou sociais e, a outra, enquanto consumidores. Em ambos os casos, a postura individual pode colaborar para a aceleração das mudanças comportamentais necessárias à evolução, a partir do exemplo. Teoria só vira prática quando transforma-se em atitude. E o exemplo contamina, inspira, mobiliza e convoca pelas possibilidades que oferece. Sob outro olhar, escolher o que consumir e de quem consumir é um recado poderoso de cidadania ativa, momento no qual podemos exercer pressão para a incorporação de processos sustentáveis pelas empresas e prestigiar aquelas que vêm investindo para tornar seus produtos, serviços e processos mais “verdes”.

Mas, será que na hora de consumir, já adotamos padrões de comportamento e nos pautamos por valores que privilegiam a sustentabilidade e a responsabilidade social das organizações? Para efeito de experimentação, vamos observar nossos comportamentos de consumos até a próxima edição.

Leonardo Coelho
B.I. International