São Paulo – No passado, acreditava-se que depois de um certo período na escola, as crianças eram educadas e estavam aptas a uma vida social e de trabalho. Esse conceito ruiu já há alguma décadas, especialmente em função da contatação de que as empresas precisam preparar os empregados para as mudanças nos ambientes tecnológicos, sociais e de negócios que acontecem com cada vez mais frequência. Isso está levando a uma crescente investigação sobre como os adultos aprendem.
Segundo Alessandro Saade, Diretor da Education Store, empresa especializada em ações de educação executiva voltadas para adultos, se a pedagogia, ou educação de crianças, é uma ciência sobre a qual se pesquisou muito, a andragogia, ou como aprendem os adultos, precisa ainda se desenvolver:
“Mas uma coisa é certa. Os adultos aprendem melhor por meio de pequenos conceitos e processos de fixação desses conceitos de modo interativo e lúdico. Ações de aprendizado à moda antiga, com um professor ditando as matérias, têm baixíssimo resultado entre adultos, daí porque é preciso encontrar mecanismos de difusão de conhecimento mais efetivos quando o assunto é ensino a adultos em ambiente empresarial”, explica.
Autor do artigo “Edutainment”, que integra o livro colaborativo “Visões sobre treinamento corporativo”, organizado por Carol Olival Trovó, diretora pedagógica do Wall Street Institute, Saade assinala que o mercado de ensino por meio da técnica de “edutainment” começa a se desenvolver no Brasil, justamente porque reúne fundamentos da andragogia:
“Costuma-se confundir o “edutainment” com jogos ou dinâmicas, que têm função mais recreativa. Esta técnica é bastante diferente, pois alinha a atividade com os objetivos estratégicos da empresa e tem sempre um viés educacional, de formação”, assinala.
De acordo com Saade, muitas escolas de negócios estão substituindo a velha técnica de análise de cases escritos por ações de “edutainment”, que promovem um ensino mais eficaz de conceitos muitas vezes complexos:
“A Duke University, nos EUA, é um exemplo de universidade que usa intensivamente técnicas de “edutainment”, que têm se revelado uma importante ferramenta de difusão de conceito para profissionais que buscam especialização. O conceito de edutainment vai crescer no Brasil especialmente em função do próprio perfil do brasileiro, que prefere ambientes mais descontraídos tanto nas escolas quanto no trabalho”, explica.
Livro colaborativo - O livro colaborativo “Visões sobre Treinamento Corporativo” reúne vários capítulos que abordam questões relacionadas ao treinamento dos pontos de vista estratégico, tático e operacional nas empresas. Vários autores participam, todos eles com grande vivência nas áreas de Gestão de Pessoas de empresas e entidades, inclusive professores e consultores. O trabalho será distribuídos em vários formatos: 2.000 exemplares impressos, formato eletrônico para aqueles que quiserem baixá-lo na Internet e até um blog, que está registrando entrevistas em vídeo com os autores. Você pode acessar o blog do livro em www.treinamentocolaborativo.blogspot.com e acompanhar a evolução do projeto.
Mais informações
Marisa Bravo
e-Press Comunicação
11 2619 1720
marisa@epress.com.br
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
É preciso pesquisar e avaliar
Segundo Maria Inês Felippe, não há um lugar único onde o profissional de RH pode se informar sobre os consultores para treinamento. É preciso pesquisar, avaliar, interagir com quem já contratou essa pessoa, conversar diretamente com o profissional e tomar uma decisão. Mas ela dá algumas dicas que podem mostrar se este profissional está mesmo preparado para a missão de aplicar um treinamento em sua empresa. Veja essas dicas no vídeo abaixo.
Entenda o cenário da sua organização
Maria Inês Felippe assinala que a área de RH precisa conhecer o cenário da organização e as razões para a necessidade de treinamento. Embora esta seja uma necessidade fácil de avaliar, compreender o momento atual da empresa não é algo fácil. Segundo Felippe, a empresa pode contratar uma consultoria para isso, que vai avaliar as demandas de treinamento e definir o consultor ideal para a ação. Veja no vídeo abaixo mais um trecho da entrevista exclusiva para o Blog do Wall Street Institute.
Escolher parceiros em treinamento exige cuidados
É grande o número de empresas que contrata prestadores de serviços em treinamento deixando para estes profissionais a decisão sobre que tema deve ser abordado. A desconexão entre a estratégia da empresa e as razões pelas quais a companhia treina empregados leva, com muita frequência, ao desperdício de tempo e dinheiro, bem como a um descrédito crescente na eficácia do treinamento corporativo. A advertência é da consultora em RH Maria Inês Felippe, uma das autoras do livro colaborativo “Reflexões sobre Treinamento Corporativo”, organizado por Carol Olival Trovó, Diretora Pedagógica do Wall Street Institute. Veja no vídeo abaixo um trecho de entrevista com Maria Inês, onde ela aponta os cuidados que a empresa deve ter na hora de selecionar um consultor para treinamento.
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