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segunda-feira, 9 de maio de 2011

What's the matter with translations?


Most problems Brazilian students of English face are related to the way they form the sentences. Brazilian people have a natural tendency to try to translate everything from Portuguese to English, and most of the times, instead of helping, this causes more problems.

Podemos destacar alguns exemplos bem fáceis de lembrar. Até alunos de níveis pré-intermediários costumam dizer “Has a bed in my bedroom”, traduzindo literalmente “Tem uma cama no meu quarto”; no entanto, a forma correta é “There is a bed in my bedroom”.
Outro erro comum ocorre quando tentamos adjetivar palavras conhecidas, usando cores ou aspectos positivos, por exemplo: “I have a car blue” ou “I have a blue car”? “Woman pretty” ou “pretty woman”? (Basta lembrar da música!). Em inglês, os adjetivos sempre vem antes do substantivo e a ordem em que aparecem varia de acordo com o tipo de qualidade que apresentam. Cores, por exemplo, ficam sempre mais perto da palavra que adjetivam.
Do nível intermediário em diante, a situação só piora. Você provavelmente já tentou traduzir uma sentença no Present Perfect Continuous e ficou indignado ao descobrir que “I've been working here for two years”, literalmente, seria transformada em “Eu tenho estado trabalhando” e não em “Eu trabalho aqui há dois anos”.
Por isso, ao aprender uma estrutura nova, tente memorizar seu uso diretamente em inglês, seja com exemplos, seja com situações em que ela poderá ser útil, sem tentar transportá-la para sua língua materna. Isso evitará confusões de sentido e você terá mais estímulo para usar formas mais complexas em conversas. The more you speak, the better your English gets!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Learning grammar intuitively


For some unknown reason, most students seem to hate studying grammar more than anything else. If not, they just fear it more than they fear death. But that's only because they have a wrong idea, almost a stereotype, of what learning grammar is.

Acredite: não é preciso decorar nomenclaturas para ser um bom “english speaker”. O segredo é visualizar o texto (tanto escrito quanto falado) em blocos, e não como palavras isoladas. Não é preciso distinguir sujeito, predicado, adjuntos e complementos em uma sentença, ou “travar” em uma conversa por não ter certeza se uma pergunta no Present Perfect tem ou não especificação de tempo.
Se alguém diz “I'd like some water, please”, visualizamos, no instante seguinte, aquela pessoa ingerindo alguns goles de água. Não precisamos, para isso, entender ao ouvir a frase que a contração “I'd” vem de “I would”; nem que “some” é um quantificador utilizado com substantivos que não é possível contar; nem paramos para analisar que, se traduzíssemos essa frase ao pé da letra, perderíamos o significado do bloco “I would like”, que é uma expressão que não existe em nossa língua materna.
Da mesma forma, ao ouvir “I've been to Paris last year”, não precisamos identificar a estrutura do Present Perfect, analisar o uso do particípio passado e entender um tempo não específico para visualizar o emissor da frase em frente à torre Eiffel em 2009.
Tente aprender por meio de expressões que você já conhece, fique atento a informações em inglês ao seu redor, filmes, músicas, colegas de trabalho ou professores conversando, expressões no laboratório. A melhor forma de aprender gramática é colocando-a em prática no dia-a-dia. Quanto mais natural e intuitiva a aproximação da língua, mais interessante ela irá se tornar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

The best strategy to learn prepositions


Despite the recurrence of this issue in our articles, the students' urge for techniques to learn them has led me once more to approach such relevant subject: What's the best strategy to learn prepositions?

As famosas preposições - about, above, across, after, against, along, among, around, as, at, before, behind, below, beside(s), between, but, by, despite, down, during, except, for, from, in, inside, into, like, next, of, off, on, onto, opposite, out, outside, over, per, round, since, than, through, thru (informal), to, toward(s), under, until, up, upon, versus, via, with, within, without etc - sempre são motivos de dor de cabeça para todos os aprendizes de língua estrangeira, em maior ou menor grau.
Mas afinal de contas, como podemos aprender a usar mais preposições de forma correta? A resposta não é tão simples, então permita-me, antes de tudo, sugerir uma reflexão: os falantes nativos normalmente usam as preposições corretamente, mas eles sempre sabem o porquê? Sabemos quais são todas as preposições e qual a diferença das demais palavras? Mesmo em português, que temos contato diariamente, não temos dúvidas frequentes sobre estas palavras e precisamos recorrer a dicionários e outras fontes?
A conclusão é que nosso cérebro é inteligente o suficiente para entender o significado de todas as preposições e demais palavras sem precisar de explicação, desde que haja contextos e muitos exemplos de uso.
Quando nos estressamos, tentando entender racionalmente a diferença de "to" e "for" sem um contexto, não estamos focando na mensagem e, portanto, estamos desperdiçando tempo, pois poderíamos assimilar naturalmente. É evidente que ora ou outra precisamos de explicação formal sobre essas "palavrinhas", mas procure assimilar o conhecimento de forma mais natural, semelhante à maneira como você aprendeu sua primeira língua e, a partir daí, compreenderá o uso das ditas preposições mais facilmente.

Márcio Francisco

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Have you learned verb to be already?! Really?!

It's really curious the way that many people refer to their learning of the verb to be at elementary school. It makes me wonder if we really know what learning verb to be is.

Quantas vezes você se deparou com alguém dizendo que cansou de tentar aprender o verbo to be? Ou que ficou frustrado com a língua inglesa, pois não domina o uso deste verbo, apesar de terem lhe "ensinado" isso desde o ensino fundamental? Certo dia, cheguei até a ouvir uma piada: "Eu já aprendi o verbo to be. Quer ver? Eu tchubo, tu tchóbes, ele tchóbe, nós tchobimos."... Então o que é realmente aprender o incompreendido e amaldiçoado verbo to be? Ou melhor, o que é o verbo to be?

A primeira dificuldade: como um verbo pode significar ser ou estar, afinal ser feliz e estar feliz não são bem diferentes? Temos que entender que, para aprender não só essa mas qualquer outra palavra, precisamos de uma frase, diálogo ou situação em inglês.

Então se você ler as frases: "I'm a secretary", "You are 25 years old", "he is happy now but isn't always
happy" por exemplo, e focar no sentido, vai aprender o dito verbo quase por osmose. Lembre-se também que a famosa tabela com a conjugação do verbo to be sozinha não fará com que você aprenda a utilizá-lo, só vai te trazer dor de cabeça para tentar memorizá-lo. Aprender todas as formas possíveis de utilização deste verbo é algo que requer muitos anos de prática.

Portanto, mantenha sempre o foco na fluência da comunicação, em contato constante com o idioma, de uma maneira descontraída e sem recorrer à tradução. Assim você vai assimilar os verbos naturalmente e, quando menos perceber, terá expandido seu vocabulário de uma forma mais instintiva e prazerosa.

Márcio Francisco

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Are you studying English hard or hardly studying English?

It's funny to realize that the natural way of learning grammar by listening and association also leads us to some mistakes due to some irregularities and exceptions of the rules, creating even some misunderstandings.

Quantas vezes, inclusive em nossa primeira língua, quando estávamos aprendendo a falar, dissemos “eu sabo”, “eu fazi” etc? Essas associações são, na verdade, uma forma natural e inteligente de aprender gramática.

No entanto, também devemos entender que um idioma não se faz simplesmente por um conjunto de regras gramaticais e nem tampouco é predominantemente uma questão lógica, exata. Quando compreendemos que uma língua é fruto do modo como as pessoas falam e que a forma "correta" se adapta e evolui conforme o uso frequente e atual de seus falantes, entendemos que só a exposição contínua e contextualizada pode desfazer mal-entendidos como: study hard or hardly study.

Mas, afinal, qual é a diferença entre as frases acima? Vamos entender: qual é a diferença entre slow, quiet e calm e slowly, quietly e calmly?

O primeiro grupo de palavras pode ser usado como descrição (adjetivo) de pessoas, objetos, animais e fatos. Exemplo: That CAR is very slow (Aquele CARRO é muito devagar). O segundo grupo significa o modo como algo é feito e intensifica os verbos. Exemplo: That man DRIVES very slowly. (Aquele homem DIRIGE muito devagar). Porém isso não acontece com todos os adjetivos:

His computer is FAST.
He types FAST.
You wrote the WRONG word.
Don't spell her name WRONG.
I must work hard. (Preciso trabalhar duro/muito)
I hardly work on Saturdays. (Eu dificilmente trabalho aos sábados).

Agora você entendeu o trocadilho do título?

Well, I hope you study hard to understand English correctly and speak English fast and fluently.

Márcio Francisco

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Learning phrasal verbs: an everlasting experience...

This subject is, undoubtedly, among the ones that students dread the most: How to learn and be able to effect communication with more and more phrasal verbs?

Primeiramente, os phrasal verbs (verbos com preposições com sentidos alterados ex. give up, turn on, run away) devem ser considerados como vocabulários novos e, portanto, assimilados pouco a pouco. Com certeza são expressões muito comuns, frequentemente informais e que devem ser incorporadas ao nosso vocabulário ativo para que nossa comunicação seja mais natural. É indispensável muita atenção ao contexto para assimilar o uso correto. Por exemplo: wake up, turn on e look for são usados de formas diferentes:

What time do you wake up?
Can you turn on the TV?
Can you turn the TV on?
Can you turn it on?
I'm looking for a book.

No primeiro exemplo, não há necessidade de acrescentar nada após o verbo (wake up, pois sua ideia já é completa). No segundo, terceiro e quarto exemplos é necessário especificar o que será ligado (turn on). A palavra seguinte ao verbo (turn) pode vir antes ou depois da preposição (on) porém, se for pronome (it, him, etc), ele deve vir entre o verbo e a preposição (turn it on). No último caso, o complemento do verbo deve vir após a preposição (look for it).

Porém, a questão é: como saber qual é o tipo de phrasal verb e como usar naturalmente? Verificando se o verbo necessita de complemento; se soa bem, ou seja, pelo aprendizado instintivo; e consultando um dicionário confiável. Portanto, somente com exposição contínua ao idioma e utilização natural dos phrasal verbs é possível dominar o seu uso fluente.

Márcio Francisco

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Why learning English in Portuguese

It's funny and sad to realize that so many students studied English for so much time before and can barely communicate for some minutes accurately. Some students themselves have come up with some reasons why this has happened:

No Brasil, com a crescente demanda por pessoas fluentes em inglês, muitos métodos em escolas públicas e particulares tem emergido sem, no entanto, serem os mais adequados quando o objetivo principal é a fluência oral.

A tradução tem se mostrado ineficiente comparada ao método Comunicativo ou Natural praticado em algumas instituições de ensino, no qual o aluno, independente do nível, comunica-se exclusivamente na língua-alvo, de forma natural, semelhante à aquisição da sua primeira língua e, em contextos mais próximos possíveis da realidade, adquire conhecimento prático de forma instintiva.

O método obsoleto da tradução tem sido descartado há muito e a razão é evidente: as estruturas destes idiomas são tão distintas que a tradução só é possível através de uma versão completa, observando o contexto, o nível de formalidade, a cultura e até a inexistência de algumas palavras em um dos idiomas. Além disso, necessitamos de tempo para pensarmos em português, fazer a versão atentos a todos os detalhes citados e, em seguida, falarmos e fazer o processo inverso quando alguém fala. Será que é possível comunicar-se com um nativo desta forma?
Ao traduzirmos, não necessariamente entendemos o contexto, as palavras que normalmente são utilizadas na mesma frase, as expressões idiomáticas, enfim, não pensamos em inglês e não adquirimos uma habilidade próxima de um falante nativo.

Então, qual seria a forma mais adequada para adquirir fluência? É aquela que prioriza a comunicação no idioma que se deseja aprender, com uma base constante de "listening", de uma forma prazerosa e sem que haja pressão e sim motivação.

Portanto, ao estudar, dê preferência às atividades exclusivas no idioma-alvo. Utilize também um dicionário monolíngue, aprenda frases completas em contextos, e definitivamente, não tente entender o tempo todo o significado das palavras separadamente. Dessa forma você irá superar a sensação de ter desperdiçado tempo e dinheiro por tantos anos e alcançará a tão sonhada fluência neste idioma.

Márcio Francisco

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

How can I learn Present Perfect "perfectly"?

Some reasons crossed my mind like: the excessive translation, the lack of equivalent In Portuguese in some cases, the need of memorizing the frightening table of irregular verbs, etc, etc, etc.

Primeiramente, temos que admitir que não é uma das estruturas mais fáceis de se entender, afinal, pode ser usada em contextos bem distintos. Além disso, a tradução literal não ajuda. Em nada, muito pelo contrário.

Portanto, a solução é compreender sempre o contexto, bem como as palavras que normalmente são usadas. Devemos também memorizar frases inteiras, repetindo-as da forma mais natural possível, como: How long have you been here? Have you ever been to London? etc. Dessa forma, o nosso cérebro aprende intuitivamente, por dedução.

Talvez a melhor forma de aprender gramática seja realmente não pensar nela, só ouvir com atenção, tentar entender e utilizar intuitivamente. Afinal, não acredito que seus pais lhe ensinaram português assim: “Então, filhinho, me fale uma frase com um sujeito inexistente e um verbo no pretérito-mais-que-perfeito...”

Márcio Francisco da Silva