sexta-feira, 15 de julho de 2011

Carta aos Anjinhos de Realengo


The world is really Nice place full of opportunities and nothing can change that. If we want to be treated with respect that’s exactly what we have to show.


Esta mensagem é para os anjinhos que ficaram, não para aqueles que se foram. Infelizmente, penso que aqueles que partiram não podem ler este texto, mas aqueles que ficaram, estarrecidos, traumatizados, assustados, podem. É para vocês que escrevo. Para vocês, seus pais, familiares, amigos e vizinhos.

A gente sempre tenta achar uma causa para as coisas que acontecem no mundo. E normalmente há. Se a gente gasta muito dinheiro com bobagens ou supérfluos, vamos ficar sem, aí vamos ter que economizar, cortar alguma coisa. Se assistimos muita TV à noite, ou ficamos muito tempo no computador conversando com nossos amigos ou jogando, no dia seguinte vamos estar cansados, desconcentrados e o dia vai demorar a passar. A aula será longa, chata e tudo vai ficar muito estressante.

Então, para tudo o que acontece, existe uma causa e efeito, uma ação e reação. Se tomamos muito gelado, se não nos agasalhamos, provavavelmente ficaremos resfriados e por aí vai. Por outro lado, quando nos comportamos, tiramos notas altas, somos respeitosos com nossos pais, parentes e conhecidos, também seremos recompensados, de uma forma ou outra, seja com elogio, um presentinho, nossa comida favorita, um passeio no shopping. A gente colhe o que planta, esta é a verdade.

Mas, nem tudo dá para ser explicado. Explicar porque crianças inocentes morrem é muito complicado. Estudiosos têm várias teorias e cada uma delas têm um pouco de verdade. A maioria delas menciona o “bullying”, uma forma de poder que envolve violência, agressividade entre os estudantes, principalmente vinda dos mais fortes intimidando os mais fracos. É possível. Violência gera violência, mas não justifica. “Bullying” é ruim, não pode!

Porém, se algumas coisas não podem ser racionalmente explicadas, outras podem e devem ser lembradas. O mundo não é assim. O mundo não é gente entrando na escola e atirando em alvos móveis e inocentes, que não tem idéia do que está acontecendo. Embora, aqui e ali a gente ouça histórias de violência nas escolas, na familia, na rua, nem tudo é triste assim. O mundo pode ser um lugar muito legal!

Crianças devem brincar e estudar. E tem gente que leva isto muito a sério. Há profissionais muito competentes que acreditam que o mundo só pode mudar a partir da visão inocente e cheia de esperança das crianças e adolescentes. Tem gente muito preocupada em formar uma sociedade mais justa, mais acolhedora para os pequenos cérebros, que vão afinal, tocar este mundo, fazer as coisas acontecerem.

Ninguém merece ir para a escola, para encontrar seus amigos, estudar, se preparar para ser um ser humano mais esclarecido e melhor e sair correndo, fugindo, ou nem sair mais. A escola não foi feita para isto. Deve ser um segundo lar, onde aprendemos que as pessoas ao nosso redor devem ser respeitadas, sendo iguais ou diferentes. Por que cada uma veio de uma familia e cada familia ensina as coisas de uma forma, mas todas elas no fundo são pessoas como nós, por isto, precisamos ficar atentos com o nosso comportamento.

Entender que a pessoa que não é parecida com a gente, não está errada, ela é só diferente – e justamente por causa disto, tem muita coisa para ensinar. E também por causa disto, tem muita curiosidade em aprender. Então, entre as diferenças deve existir uma coisa comum a todos - o respeito, porque já dizia um provérbio muito antigo: O que seria do amarelo, se todos gostassem do vermelho? Tem gosto e espaço pra tudo! A diferença é rica, é boa! Ainda bem que somos diferentes, porque a diferença nos torna únicos, especiais, humanos.

O mundo é um lugar bacana, cheio de ricas oportunidades. E nada pode mudar isto. E só depende de nós, de como tratamos o próximo. Se desejamos ser tratados com respeito, é exatamente isto que temos que mostrar. E aí, tudo ficará bem.

Assim, do fundo do meu coração, meu desejo é: Paz na terra às crianças de boa vontade! Elas serão os homens e mulheres de amanhã que não deixarão que a violência vença. Mas elas têm que crescer, fortes e saudáveis e só voltar para escola para lembrar de como foram felizes, porque se sentiram amados, de como fizeram amigos, de como se divertiram. Contar histórias de sucesso, piadas e casos engraçados e fazer com que as crianças morram. De tanto rir! Morrer de rir é gostoso! Se você sorrir para seu colega, você pode conquistar um amigo para a vida toda! E amigo é uma coisa preciosa, pra gente tratar com carinho e proteger. Eles fazem uma falta danada!

Gladis Costa

Wall Street Institute Word of the Day


gregarious adj.
drawn to the company of others, sociable
I’m not particularly gregarious, and I hate going to parties

quinta-feira, 14 de julho de 2011

The uggly duckling


It’s not rare to see fantasy getting mixed up with reality. It’s either the first that copies the latter, or the other way around. But with this brief tale, the main thought is more common than usually expected. And it’s not uncommon to find this prejudice within languages, in this specific case: Mother language versus English.

Um cisne sofreu preconceito por ser um pato desengonçado. Uma simples frase qual pode resumir o conteúdo de todo um conto. Obviamente que não se pode descobrir todas as nuances do mesmo, mas é capaz de se imaginar onde essa história chega, mesmo sem nunca tê-la escutado antes.

Da mesma maneira, não se faz necessário entender todos os detalhes específicos do inglês, quando se começa a aprender a língua. Afinal são com essas poucas palavras quais foram escritas após uma rápida leitura sobre um conto inteiro que dão conotações do texto e imagens que são facilmente construídas após a leitura da mesma frase. De maneira paralela, pode-se também relacionar o preconceito que o tal cisne sofreu com o preconceito que o inglês sofre dentro do cenário nacional. E muito desse preconceito, como qualquer outro preconceito, é dado por uma má-interpretação do conteúdo. O resultado é um bloqueio não só do idioma, mas, em alguns casos, de tudo aquilo que remete à cultura da língua.

Para tanto recomenda-se observar quantas coisas a sua volta fazem referência à língua e à cultura, não somente as palavras, mas as atitudes, as músicas, a maneira com que o inglês se aproxima do português e a maneira com que se distancia, como não esconder o sujeito da sentença, ou pela própria pronúncia do alfabeto.

Após essa recomendação deixo apenas uma frase de Carl G. Jung: “Everything that irritates us about others can lead us to an understanding of ourselves”, qual se traduz para “Tudo aquilo que nos irrita sobre os outros pode nos levar a uma melhor compreensão de nós mesmos.”.

Marcelo Innocencio

Wall Street Institute Word of the Day


morose adj.
gloomy, depressed, pessimistic
Jason’s morose nature made him very unpleasant to talk to.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Resiliência


"Only two things are infinite, the universe and human stupidity"
(Albert Einstein)


Segundo o Dicionário Eletrônico Aurélio, resiliência significa “resistência ao choque, elasticidade, flexibilidade”, ou como diz o dito popular, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

A capacidade de reagir confiantemente diante de um evento negativo não é exclusividade dos super-heróis de cinema. Desde cedo aprendemos a nos levantar após uma queda e embora pareça ser um ato tão simples, não o é. Nunca o foi. Somente aqueles envolvidos diretamente nos acontecimentos sabem o real tamanho da tristeza, da decepção e da dor.

Imagine a seguinte situação:

Um dia você liga a televisão ou está escutando as notícias no seu celular e, de repente, vem aquela sensação ruim que lhe traz um gosto amargo na boca porque você acaba de escutar algo quase impossível de se acreditar ou de se imaginar, e diz para si: – Não, isto não pode estar acontecendo. Isso não aconteceu! Ao nos darmos conta de que é real, o primeiro pensamento que nos vem é tentar entender como uma única decisão pôde modificar centenas de modos de vida.
Refiro-me à tragédia que ocorreu no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro.

Infelizmente, entre um segundo e outro perdemos o controle das nossas vidas. Acontecimentos impossíveis de se prever sempre deixam marcas que não podem ser apagadas e muito menos ocultadas. Não há como modificar estes fatos ou fazer de conta que eles não ocorreram.

Os que estão à nossa volta tentam nos ajudar, mas eles nunca conseguirão atender ao nosso maior desejo: fazer o tempo parar e retroceder até aqueles instantes anteriores ao início de todo o episódio.

São nesses momentos ímpares que sempre podemos contar com os nossos amigos. O apoio deles será a nossa sustentação e o nosso refúgio nos longos dias que virão. O filósofo grego Aristóteles (384 a 322 a.C), disse: “Que é um amigo? É uma única alma que vive em dois corpos.”

Como pai, solidarizo-me com as famílias que estão passando por este momento tão difícil e faço aqui dois questionamentos: E agora, o que fazer? Como recomeçar? Citarei Martin Luther King Jr: “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário ver toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

E para finalizar, eu não sei de quem é a autoria, mas congratulo a pessoa que conseguiu transformar em texto o pensamento de muitos:

“Tragédias na vida tiram de nós o que mais amamos. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso. E a culpa? A culpa é da vida que tem início, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém. Mas o tempo é o remédio e nele conquistamos o consolo e com ele pensamos nos bons momentos. E no fim, fica apenas a saudade e uma certeza: não importa onde esteja, estará sempre comigo.”

Muita Paz e Luz às famílias afetadas por este drama que alterou significativamente os seus destinos.

Roberto H. Tanaka
(Adaptado)

Wall Street Institute Word of the Day


propensity n.
inclination, preference, tendency
Emma has a propensity for dating men with criminal backgrounds.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Num conflito entre estratégia e cultura, a cultura ganha no final. Sempre!


I don’t want to say “change the culture” but “stop arguing with it”

O time executivo de uma companhia recentemente se encontrou para revisar uma iniciativa que evoluiu como a maioria das iniciativas lançadas: pior do que esperado, melhor do que se temia. Esse resultado “mais ou menos” se originou de um problema que continuamente cisma em reaparecer: tentar colocar um grupo turbulento de departamentos e líderes funcionais para trabalhar em conjunto em prol de um projeto que abrange toda a organização. Um participante desta equipe senior se manifestou na ocasião: “É a droga da nossa cultura!”.

Bem, isso não é verdade.

Vantagens competitivas são transitórias, mas as empresas estão aí para ficar: esse é motivo pelo qual estratégias inteligentes deveriam começar pelas suas habilidades e aí encontrar um nicho para elas, ao invés de iniciarem pelo pote de ouro e esperar que você ande sobre o arco-iris até o ponto onde você está. Da mesma forma, num conflito entre estratégia e cultura, a cultura ganha no final. Sempre. Sendo este o caso, a única forma de alcançar sucesso é prevenir conflitos entre estratégia e cultura. Com isso eu não quero dizer “mude a cultura”. O que quero dizer é: pare de brigar com ela. Ao invés disso, alavanque-a, preferencialmente de forma sábia. Não existe revolução sem revolução cultural. Mas uma revolução cultural , como Mao Tse-tung falhou em compreender, não pode sair vitoriosa se é forçada de cima para baixo.

Não mude o imutável. A cultura existe porque ela funciona. Elas podem ter elementos disfuncionais – a maioria tem – mas uma cultura sobrevive porque ela faz ao grupo mais bem do que dano (por exemplo, se as pessoas são punidas injustamente quando as coisas dão errado, evitar responsabilidade é uma adaptação construtiva que visa a auto-preservação). Consequentemente, você não pode mudar a cultura sem mudar as circunstâncias que faz com que ela persista, isto é, sem mudar o ambiente de trabalho.

Mude comportamentos, não valores. Se “a cultura é como fazemos as coisas por aqui,” a diferença (e a semelhança) entre habilidades e cultura é a seguinte: hablidades são as coisas que fazemos direito; e cultura são todas as coisas que fazemos, incluindo aquelas que realizamos de forma pobre. Portanto, a maneira de iniciar um processo de mudança cultural é começar com as coisas que fazemos bem, mudar umas tantas outras importantes para melhor, e fortalecer nossa posição. Se você fala para alguém que os seus valores são ruins para cacete, ele vai dizer para você se danar. Ao invés disso, insista em alguns poucos comportamentos – cumprimentando os clientes quando entram na loja, fazendo contato com os olhos, dizendo obrigado… O modelo mental vai passar a seguir essa trilha.

Encontre os seus rebeldes e faça sua a causa deles. Em qualquer empresa, algumas pessoas já estão fazendo o que você quer. Estas são as que antecipam o movimento, as pessoas que Richard Pascale e Jerry Sterninchamam de “agentes secretos de mudança”. Ao invés de atacar diretamente as questões culturais de sua empresa, insira seus agentes secretos pela tangente. Reconheça-os. Promova-os. Utilize-os para mostrar aos demais que as novas maneiras podem funcionar. O poder desses agentes de mudança secretos é imenso.

Em Suma. Como Jon Katzenbach diz, uma revolução exitosa demanda que pare de culpar sua cultura e comece a fazer uso dela: ”trabalhar numa cultura que está sob ataque reduz a energia dos funcionários e os desmotiva”. Isso parece óbvio e faz você se perguntar por que tantos líderes reclamam da droga de suas culturas. Quando me reúno com CEO’s e líderes de RH questiono como comunicam, como treinam & desenvolvem e como avaliam o desempenho na organização. O que você incentiva (e condena), encoraja (e desencoraja), permite (e proíbe)? Acentuando o positivo, você pode liberar uma energia cultural revolucionária e fazer com que ela seja uma aliada dos imperativos estratégicos da organização. E isso não tem preço.

Conte comigo,

Pablo Aversa

Wall Street Institute Word of the Day


cynical adj.
not trusting people’s intentions, not believing in people’s honesty
Why are you always so cynical? There are good people in the world, you know.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Stress


One of the most common problems that occurs to business people, in our modern society is Stress. But, do you know what it is, how to identify the symptoms and what to do to prevent it? So, take a look at this article.


Estresse é a resposta do seu corpo às atividades que são impostas a ele. Um pouco de estresse é bom, mas o excesso pode levar a conseqüências devastadoras para a sua saúde e seus relacionamentos. Todo mundo precisa de uma certa quantidade de estresse para viver bem. É o que faz com que você levante da cama de manhã e o que te dá vitalidade e entusiasmo para fazer todo tipo de coisa, do esporte a uma apresentação. O estresse se torna um problema (“distress”) quando em excesso ou escasso.

A ausência do estresse significa que seu corpo está sob pouco estímulo, fazendo com que você se sinta entediado e isolado. Em busca deste tipo de estímulo muitas pessoas acabam por prejudicar a eles mesmos ou à sociedade (cometendo crimes, por exemplo). Por outro lado, muito estresse pode desencadear uma série de problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, dores de estômago, pressão alta, enfarte ou problemas no coração. Também pode causar desconfiança, raiva, ansiedade e medo, além de prejudicar relacionamentos em casa e no trabalho.

As pessoas frequentemente se sentem sobrecarregados devido a alguma ocorrência súbita. Isto não necessariamente deve soar negativo. Pode ser positivo também (como um novo colega de trabalho, novo emprego ou uma viagem). Tais sentimentos podem ser agudos (como resultado da perda do emprego) ou crônicos (cooperando para que o estar-desempregado se prolongue ou estando em um relacionamento ruim).

Stress busters

A fim de se livrar do estresse, muitas pessoas buscam soluções que não apenas são ineficientes mas também fazem mal à saúde. Técnicas negativas para lidar com o estresse incluem:

- Ingerir bebidas alcoólicas ou outras drogas;
- Negar o problema;
- Comer em excesso;
- Fumar.
Ao invés de tentar estas técnicas prejudiciais, por que não tentar uma destas:

- um cochilo de 20 a 40 minutos para recuperar a energia;
- Receber uma massagem – visite um massagista profissional ou peça a um amigo com companheiro(a);
- Se expresse artisticamente – encaminhe as suas energias para algo criativo, como atuar, tocar um instrumento, escrever poesia ou cantar;
- Rir um pouco – Não só vai fazer com que você se sinta melhor como vai fazer você ter uma melhor aparência também;
- Seja gentil consigo mesmo – falamos com nós mesmo o tempo todo, mesmo que não estejamos cientes disto. A auto-conversa dita as suas atitudes e sua própria imagem, portanto tente mudar ambos com um pouco de conversa positiva.

Ademar Brotellis

Wall Street Institute Word of the Day


uncanny adj.
surprising, possibly supernatural in character or origin
He has an uncanny ability to know what one’s going to say before one says it.