sexta-feira, 8 de julho de 2011

A origem da Sauvignon Blanc ou Blanc Fumé


Sauvignon Blanc - crisp, elegant, and fresh

A Sauvignon Blanc teve suas origens no oeste da França, especialmente nas regiões do Vale do Loire e de Bordeaux. No Vale do Loire, especificamente no Berry e no Nivernais, com clima semi continental e inverno com os frios ventos do norte, seus famosos vinhos brancos, como o Poilly-Fumé são elaborados com a Sauvignon.
Este soberbo vinho branco, conta-se, era o preferido de Napoleão, que o recebia de dois produtores locais, o barão de Ladoucette, do chateau de Nozet, e o conde d’Assay, do chateau de Tracy. O vinho é realmente exuberante, verde-dourado, aroma de especiarias e pleno na boca. A fermentação se dá entre 16°C e 18°C.

Nesta faixa se obtêm um vinho com aromas minerais mais evidentes que o exuberantemente frutado. Já em Sancerre, também no Vale do Loire, os solos variam entre áreas de base calcárea com cobertura argilosa (onde se produz brancos equilibrados, ricos e complexos), áreas de calcário compacto (caracterizando elegância e perfume) e de silex (que confere vigor ao vinho). Graves é a região mais antiga de Bordeaux e nela são produzidos excelentes vinhos brancos, muitas vezes com duas cepas, a Sauvignon que acrescenta fruta e acidez e a Semillon que dá corpo. Além da temperatura controlada citada acima, em Graves são empregadas algumas técnicas de extração de aromas, como as macerações peliculares, que consistem em deixar o mosto por algum tempo em contato com as cascas da uva. Dentro de Graves está localizada a denominação “Sauternes”, onde é elaborado o vinho licoroso mais famoso do mundo e a Sauvignon desempenha um papel relevante. Em próximo artigo abordaremos os vinhos de Sauvignon do novo mundo.

Dica do mês:

Sancerre 2009
Produtor: Roger & Didier Raimbault – Vale do Loire, França
R$ 97,00 – importadora La Cave Jado
Vinho bastante típico, aromas de pêra e ervas, boca cítrica com toque mineral.

José Eduardo Vieira de Moraes

Wall Street Institute Word of the Day


rife adj.
abundant, full of (something undesirable)
The students’ essays were rife with errors in grammar and spelling.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Influência do Estado Emocional na Vida Profissional


In spite of their differences women have very similar concerns.

Um heterogêneo grupo de mulheres reuniu-se na noite de 24/março para refletir sobre a “Influência do Estado Emocional na Vida Profissional das Mulheres”. Apesar de oriundas de trabalharem em diferentes áreas (entre as quais: arte educação, publicidade, saúde, administração, educação pré-escolar, memória empresarial, terceiro setor, jurídica, marketing, decoração e finanças), inquietações muito similares relacionadas ao tema foram identificando o grupo.

Esta foi uma das palestras realizadas dentro do Ciclo Mulheres e Poder, organizado pelo Wall Street Institute, Livraria Cultura e parceiros, entre os quais, o Projeto Instigar. Mas muito mais do que uma tradicional palestra, minha proposta foi transformar o evento em um encontro, onde fosse possível realizar trocas efetivas entre as participantes.

A primeira questão que instiguei o grupo a pensar foi a necessidade de desconstruir o próprio título da palestra. Uma vez que o ser humano é pulsional por natureza, o estado emocional está constantemente presente, e portanto não é possível manter uma compartimentalização saudável entre “vida emocional” e “vida profissional”. O fato é que o nosso estado emocional está constantemente influenciando nossa vida, tanto em âmbito pessoal quanto profissional – isto é indissociável.

O assunto é bastante amplo, então o recorte proposto ao grupo foi analisar os processos psíquicos por trás de duas questões importantes e bastante comuns: a ansiedade e a destrutividade. E como estas duas questões se colocam no contexto de trabalho.

Porém, seguramente a segunda parte do encontro foi a mais importante, onde o grupo foi convocado, com base na análise teórica realizada e nas experiências emocionais das participantes, a construir um conhecimento grupal sobre formas mais saudáveis de se lidar com as questões discutidas.

Apesar de não ser possível reproduzir neste curto artigo a experiência vivenciada pelo grupo durante esta atividade, compartilho aqui anotações de algumas expressões chave construídas pelo grupo:

•Acerte as contas com você mesma, não tente achar as respostas nos outros;

•Sinta-se humana: reconheça que sentimentos existem e legitime isto;

•Dê espaço para viver a tristeza, não se submetendo à imposição da sociedade ao “culto à felicidade constante”;

•Não se desmereça, valorize-se;

•Aceite os seus limites, sem cobranças e culpas;

•Perceba como o processo é cíclico;

•Exercite sua resiliência;

•Lide melhor com a auto-destrutividade, gerenciando-a e transformando-a;

•Reconheça qual o gatilho vai disparar as situações de ansiedade e fique um passo antes;

•Exercite o auto perdão;

•Reconheça que o outro existe;

•Peça perdão ao outro;

•Transforme os “não ditos” do grupo de trabalho em uma questão coletiva, para ser solucionado pela coletividade;

•Envolva e comprometa outros atores e parceiros em nome da área, usando caminhos alternativos;

•Conviva melhor com os “jabutis”, sendo mais política e preservando-se.

Espero que este resumo da construção do grupo instigue você a repensar formas mais saudáveis de lidar com o seu estado emocional na sua vida profissional.

Cuide-se!

Débora Andrade

Wall Street Institute Word of the Day


languid adj.
slow or lazy, from tiredness or weakness
The summer heat and humidity makes people very languid and unwilling to make too much effort.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

IDIOMS: work related


To increase your fluency and build on your knowledge it is recommended to get familiar with common idioms and expressions in English. In this edition we look at the following idioms related to: professions and work environment.

Para aumentar a sua fluência é importante ter um conhecimento em expressões que são freqüentemente usadas no dia a dia em inglês. Nessa edição, vamos estudar algumas expressões relacionadas a: profissões e ambiente de trabalho.

All in a day’s work: Nada é difícil demais para essa pessoa;

Don’t give up the day job: Quando um novato não tem habilidade com uma tarefa que não a do seu dia a dia: “Mantenha seu trabalho atual porque vai morrer de fome se depender disto para ganhar a vida.”;

Have your work cut out: Quando você ou alguém tem suas tarefas de trabalho muito bem definidas;

Just what the doctor ordered: “É exatamente o que eu precisava”;

Number cruncher: Alguém que é muito bom com números e cálculos;

Work the system: O ato de explorar uma situação usando seus contatos e conhecimentos sobre os procedimentos para tirar alguma vantagem da empresa;

Game plan: Estratégia que se usa para chegar alcançar um objetivo;

Beggars can’t be choosers: Quando não há escolha se não aceitar o que está sendo oferecido embora possa ser desvantajosa;

Bad workers blame their tools: Expressão utlizada para pessoas despreparadas que sempre culpam suas ferramentas e as pessoas ao seu redor quando recebem críticas ou apresentam resultados ruins.

Désirée Good

Wall Street Institute Word of the Day


repose v.
to rest, to lie down
After eating an entire can of tuna fish, the cat lay down and reposed in the sun.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Marketing e Vendas – onde e quando investir?


All the companies’ departments are extremely relevant to achieve results.

A dúvida é: onde e quando investir, em marketing ou em vendas?
Isso é mais comum do que pode parecer, sobretudo em tempos onde o controle dos CUSTOS é pauta em todas as reuniões de planejamento estratégico. É um debate bastante comum entre os departamentos que almejam destinar os recursos para serem aplicados em seus projetos específicos. A produção quer investir em um equipamento mais moderno que aumente a produtividade, a qualidade quer adquirir um recurso para melhor controlar os produtos e com isso diminuir as reclamações dos clientes, a administração geral quer um novo ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, em português) que auxilie na gestão dos recursos e dos processos da empresa e assim por diante.

Onde e quando investir em marketing e vendas é uma reflexão fundamental para a qual pretendemos reunir em nosso texto uma série de informações relevantes. Antes gostaria de destacar que não compartilho da idéia de que é uma competição a busca pelo investimento neste ou naquele setor, equipamento ou pessoas, pois todos os departamentos da empresa são fundamentalmente importantes para o resultado da operação e não devem ser de forma alguma individualizados. É certo porém promover uma análise coletiva a fim de discutir em tempos de escassez de recursos, onde e como investir.

Destacamos inicialmente que a empresa deverá estabelecer qual momento ela está vivendo, uma análise prévia do mercado se faz necessário, conhecer os concorrentes, além de uma análise dos produtos, posicionamento e potenciais. As ações serão pensadas sob o ponto de vista da eficácia em busca daquelas que promovam resultados no menor tempo possível, pois são comuns os erros do tipo: “... temos que investir X mil reais em marketing ...” e quando o consultor pergunta por que deve realizar este investimento, a resposta é invariavelmente vaga, sem muita estratégia por trás daquele valor, quando na verdade a empresa “pode” estar vivendo um momento cujas ações de marketing serão menos vantajosas e produzirão resultados medianos, se comparadas às ações efetivamente de vendas, por exemplo.

Quais são os investimentos em marketing e em vendas? Podemos citar alguns, a fim de ilustrar sob o nosso ponto de vista. Em marketing: prospectos, anúncios institucionais, feiras (do ponto de vista do investimento em comunicação, artes, estandes, entre outros), brindes, embalagens dos produtos, website, redes sociais, entre outros. Já em vendas, podemos citar: as feiras (sob o ponto de vista do relacionamento com o cliente e a abordagem dos mesmos), viagens para visitas técnicas ou comerciais, treinamento da equipe (conhecimentos específicos e comerciais), follow-up (existe uma forte necessidade de investimento nesta área), fechamento das vendas (80% dos vendedores não sabem fechar uma venda), entre outros menos generalistas.

Nós acreditamos que não deverá ser uma atividade a parte na empresa, e que muito menos sejam criadas comissões que acabem por engessar o processo, prolongando os tempos e decisões. Caberá, porém, à gestão da empresa a partir de um levantamento detalhado conforme mencionamos acima, criar uma metodologia e buscar o senso comum, tomando as decisões mais relevantes.

Por fim, a máxima de que QUEM NÃO É VISTO, NÃO É LEMBRADO é verdadeira, não podemos esquecê-la e as pessoas de marketing deverão estar engajadas pela busca da visibilidade, mas não devemos esquecer que o processo de vendas é complexo e lento na maioria dos casos, portanto uma segunda ação de marketing não resolverá o nosso problema: VENDER, antes que o trabalho seja feito com efetividade.

Nossa discussão não encerra aqui, estaremos refletindo mais sobre o tema e aceitamos opiniões que enriqueçam este importante tema.

Reinaldo Oliveira

Wall Street Institute Word of the Day


surrogate n.
acting in someone else’s place
Women who are unable to have children sometimes use a surrogate mother to give birth to their children.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DO I HAVE TO SPEAK ENGLISH?


If you don’t like English the bad new is Yes, you must speak English. But the good new is, as Barack Obama would say, “Yes, you can”.

Duas cenas me impressionaram esta semana na TV. A primeira delas foi assistindo a reprise da novela Vale Tudo. Muitos de vocês que estão lendo este texto talvez nem tivessem nascido na época. Vale tudo é uma novela de 1988 e é impressionante como é tão atual. Em uma cena, um dos personagens estava indo para um jantar e comentava com a esposa que esperava que não o colocassem sentado perto de nenhum convidado cuja língua nativa fosse o espanhol, já que ele não tinha tanto domínio da língua e que achava horrível os brasileiros de um lado, falando “portunhol”, crentes que estão sendo entendidos e os nativos de língua espanhola crentes que nós brasileiros estávamos entendendo; e que ele achava incrível como "até hoje - lembre-se que estamos falando de 1988 - o Brasil ainda não tinha investido mais na língua espanhola , inclusive nas escolas". Outro fator me chamou a atenção para esta questão do aprendizado de uma língua estrangeira ao ler o livro do Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira de vôlei. Em um determinado capítulo, ele diz que o vôlei tomava muito do seu tempo, que era difícil conciliar os estudos com o esporte, mas a única coisa que o pai dele fazia realmente questão era de que ele continuasse o curso de inglês e citava o pai: “Inglês já não é mais o diferencial. Inglês agora é obrigação, coitado de quem quer entrar no mercado de trabalho sem saber falar inglês!". Mais uma vez , lembro de que estamos falando dos anos 80, que por mais que estejam na moda, já se foram há muito tempo!

Então, por que usar dois exemplos tão antigos? Pelo simples fato de que eles são muito atuais. Não progredimos? Parece que infelizmente, nestas questões, não e muita gente ainda não entende isso. Não estou aqui para dar a fórmula mágica para vocês e, mais uma vez, eu digo: para nós, secretárias, língua nenhuma é diferencial, é praticamente uma obrigação de uma boa profissional da área administrativa e por vários motivos: recepcionar visitantes, organizar eventos, atender telefone, escrever cartas, tudo vai girar em torno não só de sua própria língua corretamente falada e escrita (por mais complicada que nossa língua seja) e da língua ou línguas importantes para o business de sua empresa. Mas sem querer “puxar a brasa pra nossa sardinha”, não importa o business ou a nacionalidade da sua empresa: o inglês é a língua do mundo corporativo.

E, por fim, tivemos em um determinado mês um visitante ilustre: o presidente Barack Obama. Ao contrário dos dois fatos mencionados acima, talvez tenha mudado algo na política de boa vizinhança. Há 23 anos não imaginaríamos um presidente americano, negro, nos visitando e sabendo - ao contrário de Reagan - que aqui não é a Bolívia e que nossa capital não é Buenos Aires. Obama pode ter aprendido rapidamente meia dúzia de palavras, mas o mais importante é que ele fez a lição de casa. Além do amor de sua mãe pelo Brasil por causa do filme “Orfeu”, Obama se informou até sobre o jogo de futebol! Seja para fazer média ou não, ele procurou conhecer o terreno, saber como eram as pessoas, como era o país que ele vinha visitar. Que tal levarmos essas três lições para a nossa vida? O investimento numa outra língua (ou mais de uma), o inglês como uma habilidade e não um diferencial e principalmente: fazer a lição de casa, conhecer o terreno, saber onde pisa. Não podemos controlar as adversidades da vida ou saber exatamente onde tem mina em um terreno, mas a preparação faz sempre a gente ter um mapa de onde queremos chegar.

Um abraço e até o mês que vem.

Regina Rezende

Wall Street Institute Word of the Day


feckless adj.
careless, making no plans for the future
Why should we pay taxes to support people who are too feckless to look after their own children?