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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Primeiros passos ao se analisar uma empresa para se investir (I)


An investor who is taking his first steps into the stock market adventure may end up getting lost or going after wrong information and consequently taking unnecessary risks.

Com o grande arsenal de informações e divulgações disponíveis sobre empresas, um investidor, que está dando os seus primeiros passos ao se aventurar no mercado de ações, pode acabar se perdendo ou seguindo informações e “dicas quentes” que o faça correr riscos desnecessários. Temos mais de 400 empresas de diversos setores para se investir listadas na BOVESPA. Então, como devemos escolher qual é a empresa mais indicada para se investir?
Nesse quesito, cada cabeça é uma sentença. Muitos escolhem deixar isso em responsabilidade de gestores, profissionais do mercado, investindo em fundos e clubes de investimentos. Nesta modalidade, existem diversas casas, riscos, estilos de gestão etc. A cada ano, novos fundos são abertos e, para esse perfil de investidor, devem ficar espertos e conhecer melhor os produtos que estão comprando.
Quando o caso é o investimento direto em ações, ou seja, quando o próprio investidor escolherá as suas ações, deve-se ficar atento a alguns quesitos básicos ao analisar as empresas. Fique sempre atento ao nível de Governança Corporativa da empresa.
Conceito de Governança Corporativa: o conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. Esse conceito começou a atrair maior interesse por parte dos investidores devido aos escândalos da Enron e Worldcom em 2002. Quanto maior, melhor. Você estará mais protegido, como acionista, contra informações duvidosas e práticas administrativas ruins.
O nível de Governança Corporativa de uma empresa é categorizado para o melhor entendimento do acionista. As categorias são Novo Mercado, Nível 1, Nível 2 e Bovespa Mais.
As empresas no Novo Mercado tem o maior rígido na governança corporativa. Dentro dos quesitos básicos, a empresa só pode ter ações ordinárias (ON), é obrigada a divulgar balanços a cada trimestre, entre outros. Normalmente, quando a empresa está nesse nível de governança, a atratividade, volatilidade e liquidez das suas ações são positivamente afetadas devido a isso.
O segundo nível mais rígido de governança corporativa é o Nível 1, seguido do Nível 2 e o Bovespa Mais. Nesses níveis, a empresa pode ter ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN). Para mais informações sobre Governança Corporativa na Bovespa, você pode acessar o site www.bmfbovespa.com.br.
Assim, se você, como investidor, quiser uma maior segurança dos seus direitos como acionista, comece olhando para o nível de governança corporativa da empresa na qual você pretende investir.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aproveitem a renda fixa!



According to experts and economists, Brazil will be one of the major world powers by 2015 due to the current trend of growth.

Na semana passada, o Comitê de Politica Monetária (COPOM), liderado por Henrique Meirelles, aumentou a taxa de juros em 0,75 pontos percentuais para 10,25% ao ano. Medida tomada para conter as pressões inflacionárias recentes por causa do forte crescimento do Brasil.

Explicando brevemente, quando há um ciclo forte de crescimento, há um desequilíbrio. Com mais demanda do que oferta, os preços em geral aumentam. A previsão de crescimento do PIB em 2010 foi elevado de 6,6% no ano para 6,99%. A estimativa para o IPCA subiu de 4,72% para 4,76% esse ano. Para manter a inflação abaixo de 5% ao ano, o COPOM aumenta as taxas de juros para restringir o crédito e o crescimento, evitando uma “bolha de preços”. Bem resumidamente, é isso.

Dito isso, segue o título desse texto: aproveitem a renda fixa. A 10,25%, alguns produtos de renda fixa já estão sendo cotados em 12% ao ano (pré-fixado), voltando para o velho 1% ao mês, que martela na cabeça dos brasileiros como referência histórica.

A caderneta de poupança, que por lei é fixada em 6% ao ano mais a variação da TR (taxa referencial de juros), perdeu a sua atratividade com a última alta da SELIC, não tendo incidência de imposto (por enquanto)e garantido pelo Governo Federal em até R$60 mil. A atratividade foi perdida pois quando a taxa de juros básica cai abaixo de 9% ao ano, os fundos de renda fixa, normalmente com taxa de administração, rendem igual ou muitas vezes abaixo da inflação e poupança.

Na medida em que o país cresce, as taxas de juros, com os ciclos, tendem a cair. Para se ter uma idéia, as taxas de juros nos EUA e no Japão beiram a zero. De acordo com os presidentes dos respectivos bancos centrais, ficarão assim até que precisem para passar pela crise.

De acordo com especialistas e economistas, o Brasil será uma das maiores potências mundiais a partir de 2015 com a tendência atual de crescimento. Assim, nessa mesma tendência, o Brasil segue em frente possivelmente para tornar-se um país desenvolvido. Com esse desenvolvimento, as taxas de juros tendem a cair mais ainda como caíram nos países que já são potências.

Não é nada impossível traçar um cenário de taxa de juros a menos de 6% em 12 a 15 anos.

Resumindo: procure um assessor ou especialista em investimentos para conversar sobre possiblidades em Renda Fixa que os seus bancos não conseguem oferecer.

Fernando Campello
Hera Investimentos

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Investindo no mercado de ações durante períodos de volatilidade

During high market volatility, many investors, especially those who invested in the euphoria of the market, are somewhat "lost".

O Índice BOVESPA, o principal indicador de desempenho médio das ações da bolsa brasileira, chegou a se valorizar mais de 2,8% no ano, e hoje acumula uma queda de mais de -12% no ano. As ações consideradas mais operadas e recomendadas pelo mercado, como Petrobrás e Vale do Rio Doce, acumulam uma perda de -24% e -3,7% respectivamente. É preciso ter sangue frio para ver o seu investimento se depreciando tão rapidamente assim em tão pouco tempo. Assim, ao contrário do que muitas pessoas falam, investimento em renda variável, embora hoje em dia mais acessível a todos, não é para qualquer um. Tem que se ter o perfil adequado para esse tipo de investimento.

A regra numero 1 de investimentos em ações (ou pelo menos deveria ser), é comprar na baixa e vender na alta. É claro, que se fosse tão claramente visível assim o fundo do poço e o topo, seria fácil demais. Em momentos de turbulência e alta volatilidade, muitos investidores se arriscam em fazer especulações, visando o curtíssimo prazo. É aí onde mora o perigo.

Especular no mercado de ações, visando retornos altos de curto prazo, requer muita disciplina, paciência, tempo e acima de tudo, muito conhecimento. Para isso, deve-se procurar cursos e palestras sobre análise gráfica e técnica (Utilizando técnicas matemáticas e estatísticas), leituras e consultar profissionais do mercado que irão te ajudar a operar e tomar decisões. Os profissionais vão conseguir, melhor do que ninguém, balizar o quão arriscado é tomar uma determinada posição e dependendo, até ajudá-lo a tomar a sua decisão.

Porém, mesmo com muita experiência, a média é perdedora. Não conheci ainda alguém que não seja profissional que, consistentemente, conseguiu obter lucros de curtíssimo prazo. O problema fica ainda maior quando se opera alavancado, ou seja, operando com mais R$ do que se tem, usando uma carteira de ações ou dinheiro como margem, buscando ganhos mais altos mais rapidamente. É aí onde muitos quebram ou até ficam devendo nas corretoras.

Então, o que fazer em momentos assim? Investir em empresas na bolsa é um investimento de longo prazo. Certifique-se de que você saiba em que empresa está investindo, o que ela faz, se ela apresenta lucros consistentes historicamente, se o produto dela é bom, entre outros fatores. Um dos maiores erros dos investidores de curto prazo, é comprar ações. Das quais eles não entendem nada do que a empresa faz, quem são seus gestores, etc. Se por acaso a análise de empresas for algo complicado ou tomar demais o seu tempo, converse com um profissional da área ou invista em um fundo onde o gestor tem um histórico de lucros consistente.

E lembre-se, Bolsa de Valores não é cassino, é investimento!

Fernando Campello Hera Investimentos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Planejamento financeiro pessoal

The personal finance planning is for some people normal and indispensable, while for others, it is an unsettling subject.

Não saber como se organizar em matéria de custos e investimentos é bem mais comum do que se imagina. Porém, normalmente, o mais difícil mesmo é dar o primeiro passo para começar a se organizar. Muitas vezes, as pessoas evitam começar a se organizar por medo do que irão encontrar.

Planejamento Financeiro é o processo de gerenciar os recursos com objetivo de atingir satisfação pessoal, obter a independência financeira e conquistar os sonhos. Acumular riqueza não é igual a ganhar dinheiro. Esse é um dos principais erros que as pessoas cometem. Alguém que ganha um salário de R$1.500 por mês e consegue poupar todos os meses R$300,00 (lembrem desse número), tem muito mais chance de conseguir um futuro financeiro confortável do que alguém que ganha R$15.000 por mês, mas gasta R$16.000.

Esses R$300,00 reais por mês podem parecer não fazer muita diferença nos primeiros anos. No entanto, pela matemática e força de juros compostos, eles valerão muito no futuro. Muito mais do que você possa imaginar!

As pessoas não conseguem poupar por que cometem alguns erros básicos. O primeiro deles sendo que simplesmente gastam mais do que recebem. Isso pode parecer óbvio, mas pense bem. Analise o quanto você está pagando de juros no financiamento do seu carro, moradia, empréstimos, etc. A razão pela qual as pessoas conseguem acumular riqueza, é que ao invés de pagar juros ao mês, os juros trabalham a favor delas.

O segundo erro é que a maioria das pessoas investem mal o seu dinheiro. Mas possivelmente, isso não é culpa delas! Falta conhecimento e informação sobre isso. Os princípios da educação financeira e economia deveriam ser ensinados desde o colégio, como é feito na maioria dos países desenvolvidos. Aqui, as pessoas acabam aprendendo com “a vida”. Para se ter uma idéia, nem 1% da população brasileira investe em ações ainda!
A realidade é que é praticamente impossível poupar sem sacrifícios a curto prazo. Nós gostaríamos de ter mais hoje e mais amanhã. Mas isso é quase impossível. Mais hoje é provavelmente menos amanhã. O verdadeiro desafio é sacrificar para viver com menos hoje, para se ter mais amanhã. O maior desafio na construção da poupança é imediatamente sentido quando nós renunciamos algo no consumo imediato para sermos recompensados no futuro.

Porém, se estiverem dispostos a começar esse sacrifício, por menor que você ache que seja, no futuro você certamente será recompensado. “Os juros compostos são a maior força do universo” de acordo Albert Einstein, um dos homens mais inteligentes que já passaram pela história da humanidade. Por que ele diz isso?

Para se ter uma idéia de quanto os juros compostos são uma força incrível, se eu poupar e aplicar aqueles R$300,00 que mencionei no começo deste artigo todos os meses, a uma taxa média de rentabilidade de 0,75% ao mês, a taxa mínima de juros SELIC atualmente, em 36 anos terei o meu primeiro milhão. Sim! R$1.000.000! Parece ser tão simples assim, mas as pessoas se esquecem disso.

Portanto, comecem a se organizar desde já! Façam sacrifícios a curto prazo para que, a frente, tenham um futuro sem precisar se preocupar com dinheiro. Não esperem para começar a ganhar mais, para começar a poupar. Analisem seus gastos, façam planilhas com todos os gastos em um mês para saberem onde podem economizar mais facilmente, façam cursos, freqüentem palestras sobre finanças e procurem um assessor financeiro para ajudar em seus investimentos.

O futuro financeiro de cada um só depende de nós mesmos.

Fernando Campello