quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sauvignon Blanc do Novo Mundo


Sauvignon Blanc - crisp, elegant, and fresh

A Sauvignon Blanc é uma casta popular, responsável por alguns dos mais distintos e aromáticos brancos secos do mundo, dentre eles Sancerre e Pouilly-Fumé do Vale do Loire, na França, como descrevemos no artigo passado. Os varietais produzidos a partir de Sauvignon Blanc, na sua maioria, são diretos e fáceis de agradar, atendendo, de forma geral, àqueles que buscam vinhos mais modernos e que privilegiam a fruta imediata, feitos para serem bebidos logo. Aromas herbáceo e vegetal são muito característicos dos vinhos elaborados com esta cepa, a qual se adapta melhor em regiões de clima frio. Foi a Nova Zelândia que se encarregou de produzir vinhos límpidos e frutados a preços competitivos, com uma qualidade que, às vezes, supera a dos vinhos do Loire. Nos vales mais frios do Chile, tais como Leyda, San Antônio e Casablanca, a Sauvignon Blanc origina vinhos muito interessantes. Na Califórnia, Robert Mondavi extraiu da Sauvignon um novo vinho, o Fumé Blanc. Esta adaptação recorre a um breve estágio em barril de carvalho para transformar um Sauvignon californiano chato e muito herbáceo num vinho que lembra um Pouilly-Fumé, mais redondo e marcado por notas de frutas brancas. O clima mais quente da Austrália não é o ideal para esta cepa, mais há bons brancos produzidos em Adelaide Hills, Margaret River, Orange and Padthaway. Na África do Sul, os produtores acompanham as tendências e técnicas internacionais como fermentação em baixa temperatura a fim de obter vinhos frescos e aromáticos. Ótimos exemplares são produzidos em Stellenbosch, Constantia e Paarl District. O vinho à base de Sauvignon Blanc escolta muito bem a culinária chinesa, além de ser um ótimo parceiro de peixes grelhados leves.

Dica do mês:

Montes Sauvignon Blanc Seleção Limitada 2009
Produtor: Viña Montes, Vale de Leyda, Chile
US$ 28.00 – importadora Mistral
Vinho de boa estrutura, aroma cítrico e boca agradável, com longo retrogosto herbáceo, bastante típico da cepa.

José Eduardo Vieira de Moraes

Wall Street Institute Word of the Day


liable adj.
responsible, obliged to deal with
The driver is liable for any damage to the vehicle.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Culto à felicidade


We see thousands of people going after standards of pre-conceived happiness and therefore impossible to be reached.

Um assunto recorrente que emerge tanto no atendimento clínico, nos eventos realizados pelo Projeto Instigar, como também nas discussões sociais é a questão do “culto à felicidade“.

Não me refiro aqui ao saudável desejo de ser feliz, mas sim à uma exacerbação que distorce este desejo genuíno transformando-o em um velado imperativo de aceitação social, independente dos custos subjetivos exigidos.

Se por um lado observamos legiões de pessoas engajadas em uma busca frenética por padrões de felicidade idealizados – e portanto, impossíveis de serem atingidos. Por outro lado, talvez em função da dificuldade de se lidar com a dor, pessoas sustentam artificialmente máscaras de felicidade pelos mais diversos meios… inclusive através de medicação (leia o artigo “Uso indiscriminado de remédios tarja preta”)

Será que isto nos transforma em uma sociedade mentirosa?

Nos espaços para discussão que abro nas palestras e workshops que realizo, seguidamente escuto como queixa que muitos que, por um motivo ou outro, não estão em nenhum destes grupos, sentem-se rejeitados quando manifestam suas tristezas. Em alguns casos, sentem-se até mesmo culpados por não estarem alegres.

Analisando a questão pela psicanálise, constatamos que para o ser humano sempre está faltando algo - quase como um vazio originário que alimenta uma fonte inesgotável de angústia. Penso que uma das questões fundamentais para se compreender o que sustenta este “culto à felicidade” é investigar como cada pessoa lida com este vazio e com esta angústia, que nos acompanham no decorrer da vida.

Em 1930 Sigmund Freud publicou um de seus mais importantes textos: “O Mal Estar na Civilização“, de onde cito dois pequenos trechos:

“Os homens lutam pela felicidade. Esta busca tem dois lados: almejar evitar a dor e o desprazer, e experimentar fortes sensações de prazer.“

“Nossas possibilidades de felicidade sempre são restringidas por nossa própria constituição. Já a infelicidade é muito menos difícil de experimentar. O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: de nosso próprio corpo, condenado à decadência e à dissolução, e que nem mesmo pode dispensar o sofrimento e a ansiedade como sinais de advertência; do mundo externo, que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas; e, finalmente, de nossos relacionamentos com os outros homens. O sofrimento que provém dessa última fonte talvez nos seja mais penoso do que qualquer outro.”

A associação destes ingredientes básicos com uma aparente falta de questionamento crítico e de auto-conhecimento, ou mesmo pelo desejo de fugir da realidade, parece apontar para uma potencialmente perigosa fórmula que fisga muitas pessoas nas mais diversas promessas de atingir a plena felicidade.

Aprisionados na ilusão de que tais promessas finalmente aplacarão a falta que sentem e a angústia gerada desta, estes sujeitos permanecem em um movimento contínuo de perseguir a conquista dos representantes desta imagem de felicidade: seja o carro do ano, o corpo perfeito, a bebida viril, o “gadget da vez”, o cosmético milagroso, a pílula mágica, etc… Porém, como nenhum deles dá conta, e inventivas novidades são lançadas com frequencia, novos “desejos são forjados” constantemente. Mesmo as pessoas que não estão submetidos à isto, são cobradas indiretamente pelos seus pares a se engajar neste movimento, alimentando e sustentando assim o dito “culto à felicidade”.

Mas será que somente quando conquistarmos tudo isto é que realmente seremos felizes?

Como você percebe as consequencias deste “culto à felicidade” na sua vida e na vida das pessoas com quem você convive?

Na esteira desta mesma ilusão, eventualmente a imagem de plena felicidade é: personificada em um “par amoroso perfeito”, algumas vezes no mito “felizes para sempre“, na imagem de familia perfeita, ou mesmo projetada no objetivo de ser bem sucedido no trabalho. Porém a medida que ocorrem as frustrações inerentes ao relacionamento com outros seres humanos, surgem mágoas e acusações de que “o outro” é o culpado pela sua infelicidade, ou que o outro não é a pessoa ideal para acompanha-lo na sua luta pela felicidade.

Penso que somente quando as pessoas abrirem espaço para acolher e processar todos os seus sentimentos (inclusive as tristezas, angústias e o vazio que nos acompanha); e quando se questionarem profundamente sobre os conceitos que hoje tem sobre a busca da felicidade, separando de forma clara:

a.quais são as idealizações que construíram no decorrer da sua vida,
b.quais são as ilusões que foram se deixando envolver,
c.quais são os mitos construídos pelos grupos em que estão inseridos,
d.para finalmente voltar a perceber e se reconectar com os seus desejos genuínos…
…é que terão a capacidade de apreciar e valorizar os verdadeiros momentos de felicidade que provavelmente já vivem no seu dia a dia (apesar de nem sempre estarem atentos a isto).

Finalizo este artigo compartilhando com vocês um simpático cartoon e a opinião de alguns leitores do Projeto Instigar que gentilmente responderam a uma pesquisa sobre o “culto à felicidade”. Se você desejar, compartilhe a sua opinião também.


Cuide-se!

Débora Andrade

Wall Street Institute Word of the Day


contravene v.
to contradict, oppose, violate
If you continue to contravene my instructions, I shall have to dismiss you.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Student Of The Month: Felipe Rossi Paschoal


I have already had experience with three other schools of English. I studied many years and I felt difficulties in developing my English, to speak and to write mainly.

Já tive experiências com três outras escolas de inglês. Estudei durante muitos anos e sentia dificuldades para desenvolver meu inglês, para falar e principalmente para escrever. Então eu parei de estudar por quatro anos. Bom, você pode imaginar: quatro anos sem praticar o inglês e eu tinha problemas relacionados à gramática e à escrita. Logo eles se tornaram um grande problema.

Até que eu encontrei a solução e a solução foi o Wall Street Institute School of English. Aqui você pode aprender através de uma metodologia única onde você pode usar seu inglês para todos os momentos da sua vida. Aqui, o inglês entrará na sua mente de uma maneira bem simples e fácil de entender.

Professores, personal tutors, consultores de vendas, diretores, toda a equipe é excelente. Sinto-me em casa aqui com todos eles.

De qualquer forma, o WSI é a melhor escola. Metodologia, equipe e qualidade que vão fazê-lo alcançar seus objetivos. O WSI é uma escola única Venha! Comprove com seus próprios olhos! Um forte abraço!

Felipe Rossi Paschoal

Wall Street Institute Word of the Day


liability n.
a handicap or disadvantage
Marcy was such a poor player that she was nothing but a liability to the team.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O enigma do halterofilista


Um halterofilista pode levantar massas que têm várias vezes o seu peso. Entretanto, puxando seus próprios cabelos, não consegue se levantar. Por quê?


Resposta: para valer o princípio da Física conhecido por Ação e Reação, é necessário que as forças de Ação e as forças de Reação estejam localizadas em corpos diferentes.

Nesse caso, as forças estão todas localizadas no atleta. Por isso, ele não consegue se levantar.

Ademar Venâncio

O enigma do halterofilista

Um halterofilista pode levantar massas que têm várias vezes o seu peso. Entretanto, puxando seus próprios cabelos, não consegue se levantar. Por quê?


Resposta: para valer o princípio da Física conhecido por Ação e Reação, é necessário que as forças de Ação e as forças de Reação estejam localizadas em corpos diferentes.

Nesse caso, as forças estão todas localizadas no atleta. Por isso, ele não consegue se levantar.

Ademar Venâncio

Wall Street Institute Word of the Day


flatter v.
to praise, to say excessively positive things about someone
You flatter me; I’m not as clever as all that.